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[ Segunda-feira, Junho 28, 2004 ]

Você não gosta dos políticos? Nós também não! PAU neles!

Domingo, 13 de junho, entrou na história ¿apolítica¿ de Anarquilândia. Um dia que jamais será esquecido, pois Anarquilândia realizou a maior festa demo(pagã) crática desde que foi criada em 19 de julho de 1936.

A anti-convenção conjunta que reuniu 10 partidos (Partido Anarquista Unificado, Partido Nenhum, Partido de Liberação dos Anões de Jardins, Partido dos Amantes de A na Bola, Partido Insurrecionalista, Partido Cibernético, Partido dos Punks com Moicano. Partido Anarco-punk Radical, Partido dos Loucos por Bicicletas, Partido Anarquista Vegan e Partido Sem Partido Mas Com Ternura), homologou a anti-candidatura a prefeito de PAU Neles (Partido Anarquista Unificado), a vice NINGUÉM (Partido Nenhum), e para vereadores Chaves, Bussunda, Tiririca, Bart Simpson, Mafalda, Chaves, Penélope Charmosa, João Bafo de Onça, que farão parte da coligação ¿Você não gosta dos políticos? Nós também não! PAU neles!¿.


Festa

A anti-votação dos convencionais começou às 00:00 da noite e foi até às 00:00 do outro dia, na Rua Mikail Bakunin, 666, Liber dade. A festa com churrasco vegan, reuniu anti-líderes comunitários e cerca de 10 mil pessoas, todos embalados pelo espírito anárquico, música e a vontade de não deixar Anarquilândia parar e sim continuar a crescer mantendo a mesma filosofia da anti-administração NINGUÉM, ou seja, ¿Você não gosta dos políticos? Nós também não! PAU neles!¿.


PAU Neles!

Emocionado pelo apoio que vem recebendo a sua anti-canditadura a prefeito de Anarquilândia, PAU Neles!, destacou que a anti-convenção conjunta dos partidos que apóiam o seu nome mostra que há um consenso que Anarquilândia precisa continuar a crescer.

PAU Neles! disse que seu pensamento é ganhar a anti-eleição já no primeiro turno. ¿Quando a gente entra num jogo, entra para ganhar e se puder ganhar de goleada melhor. Mas é claro que a gente respeita os adversários sempre, não há como desconfiar de forma alguma de Maluf, Marta, José Serra, Paulinho da Farsa, ops, Força Sindical, Erundina.

PAU Neles! também falou de suas idéias caso seja anti-eleito. ¿Nós precisamos cuidar especialmente dos aspectos de geração de emprego e de segurança na Cidade. Porque uma Cidade turística como a nossa precisa dar segurança a quem vem nos visitar, para que venha cada vez mais e traga mais gente.¿


Vice NINGUÉM

O anti-canditato a vice, NINGUÉM, do Partido Nenhum, destacou que a anti-convenção conjunta dos partidos que integram a coligação ¿Você não gosta dos políticos? Nós também não! PAU neles!¿ marca um dia especial para Anarquilândia e para ele pessoalmente.

NINGUÉM disse: ¿Não queremos candidatos, somos anti-candidatos de nós mesmos, pela fé na resistência a tudo que está aí! Nada disto nos serve ou servirá, nenhum deles nada acrescenta, nada muda, tudo vai ficar exatamente como está. Quem sabe algum dia o povo realmente fará prevalecer seus anseios legítimos, e banir da vida pública esta corja de neo-isso, neo-aquilo, socialcoisistas e tal. Quem sabe um dia poderemos dizer que nossa geração não ficou de braços cruzados esperando a banda passar? Quem sabe poderemos qualquer coisa para fazer saber a ELES que nada do que dizem tem valor ou nos interessa. Que a nossa realidade é mais simples, direta, humana e responsável. Quem sabe? PAU Neles!


Discurso

No período da madrugada, as cerca de 10 mil pessoas presentes à maior festa demo(pagã)crática da história de Anarquilândia se emocionaram c om os discursos, e muita música, destaque para o grupo ¿Punk¿s Canibal¿ que cantou a música que vai marcar a campanha de PAU Neles!, anti-prefeito, que diz:

¿Gente, vamos entrar de cabeça na anti-campanha
Votar ou não votar, anular, lutar...
Tem de ser levada à base, aos panfletos, aos trens, às salas de aula!
Vamos lá gente!
Erguermos o PAU
E que seja um PAU grande
E duro com os políticos!
Com o PAU não tem pra NINGUÉM!
Você não gosta dos políticos? Nós também não! PAU neles!
Anarquilândia não pode parar!!!
É PAU Neles! É PAU Neles! É PAU Neles!!!


Postado por Rorix às 1:17 PM.

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Celulares podem reduzir fertilidade masculina, diz estudo

Caroline Ryan
de Berlim

Andar com um telefone celular pode afetar significativamente a fertilidade masculina, segundo cientistas húngaros.

Pesquisadores da Universidade de Szeged dizem que a radiação dos telefones podem reduzir em um terço o número de espermatozóides.

A pesquisa, apresentada em reunião da Sociedade Européia para a Reprodução Humana e Embriologia, na capital da Alemanha, Berlim, incluiu mais de 200 homens.

Mas alguns especialistas criticaram a pesquisa, dizendo que ela não levou em conta outros aspectos da vida dos homens.

O estudo húngaro é o primeiro a analisar como a radiação eletromagnética de celulares pode afetar os espermatozóides.

Os homens que mantiveram o telefone ligados "em standby" o dia todo tinham cerca de um terço menos espermatozóides do que os que não mantiveram.

E foi constatado que os espermatozóides restantes se movimentavam de maneira anormal, reduzindo as chances de fertilização.

Os pesquisadores dizem que sua descoberta sugere que os celulares têm "um efeito negativo" sobre os espermatozóides e a fertilidade.

Críticos

Hans Evers, ex-presidente da sociedade, disse que a pesquisa "levanta mais perguntas do que respostas".

Isso pode incluir questões como se os homens afetados vieram de uma classe social diferente ou estão em uma faixa etária diversa daquela dos homens não afetados.

Também não está claro se os homens afetados carregam seus celulares em bolsos da calça, perto do corpo, ou em maletas, longe do organismo.

"Esses fatores teriam um efeito considerável sobre o resultado da pesquisa", disse Evers.

Para ele, "telefones celulares estão relacionados a certos estilos de vida e podem estar ligados a estresse, a um homem de negócios muito ocupado correndo de um escritório a outro, com muitas preocupações de todo o tipo".

"E sabe-se que isso contribui para a redução do número de espermatozóides e, se comparado a agricultores vivendo ao ar livre, no campo, e não carregam nenhum telefone celular, você pode explicar a diferença de forma completamente diferente", concluiu Evers.

O especialista europeu disse que a única forma de se obter um quadro mais claro seria realizar um estudo mais específico que verificasse apenas o impacto dos telefones celulares sobre espermatozóides.

( MATA OU NÃO MATA AS CRIANÇAS ? )


Postado por Rorix às 1:02 PM.

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MODA RIO 2004




Postado por Rorix às 12:54 PM.

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[ Quarta-feira, Junho 23, 2004 ]

Saudade 'é a 7ª palavra mais difícil de traduzir'

1. Ilunga (tshiluba) uma pessoa que está disposta a perdoar qualquer maltrato pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez.

2. Shlimazl (ídiche) uma pessoa cronicamente azarada

3. Radioukacz (polonês) pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência o domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro

4. Naa (japonês) palavra usada apenas em uma região do país para enfatizar declarações ou concordar com alguém

5. Altahmam (árabe) um tipo de tristeza profunda

6. Gezellig (holandês) aconchegante

7. Saudade

8. Selathirupavar (tâmil, língua falada no sul da Índia) palavra usada para definir um certo tipo de ausência não-autorizada frente a deveres

9. Pochemuchka (russo) uma pessoa que faz perguntas demais

10. Klloshar (albanês) perdedor





Postado por Rorix às 10:39 AM.

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[ Terça-feira, Junho 22, 2004 ]

MORREU MAIS UM BUROCRATA . . .

DESCANSE EM PAZ BRIZOLA.

Postado por Rorix às 5:16 PM.

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[ Segunda-feira, Junho 21, 2004 ]

Tamanho o absurdo resolvi divulgar esta noticia que encontrei no www.quemtemmedo.blogger.com.br







Zumbi - óleo de Manuel Victor


Volta Redonda, município do Estado do Rio, está voltando para a Idade Média. Uma caça às bruxas se forma, tal como nos tempos sombrios das superstições medievais, e desta vez contra as religiões mais vulneráveis do país: as de culto afro-brasileiros.
São vulneráveis porque não têm, como as outras, uma centralização (um Papa, um bispo, um Patriarca) - o que tem um lado positivo e outro negativo. Não tendo um poder central, não têm poder político, daí sua vulnerabilidade. Mas exatamente porque não têm poder central a sua manipulação por poderes superiores se torna mais difícil, daí a sua vantagem para quem quer visitar um sistema religioso riquíssimo em sua proximidade com a natureza e belíssimo aproveitamento das forças do inconsciente (pessoal e coletivo). Porém, exatamente porque não podem ser manipuladas pelo sistema, podem se transformar num pequeno incômodo para os poderes constituídos. E assim fica uma história sem fim de liberdade e perseguição.
Pois o prefeito de Volta Redonda reformou o Memorial Zumbi daquela cidade com uma estátua de Zumbi que será inaugurada com a presença de Gilberto Gil no dia 21 de junho.
A Rádio evangélica local tomou o fato como religioso porque a estátua, segundo eles, não seria de Zumbi, mas sim do Exu dos Ventos, e ainda ostentaria uma decoração com o machado de Xangô(leia aqui notícia de 15/6). O pastor, na rádio, chegou a pedir a presença maciça dos evangélicos para que o monumento não fosse inaugurado. Ouvi uma notícia que mais uma vez citaram a presença de Satanás. E que ainda teriam dito que se o movimento evangélico fosse forte no início do século XX eles teriam impedido até a construção do Cristo Redentor na cidade do Rio de Janeiro, porque também ele é uma estátua que lembra Satanás...Como fazem propaganda do diabo, esses pobres-diabos!!!
Algumas religiões evangélicas, mais equilibradas, disseram que não têm nada contra e não participam dessa manifestação (leia aqui). Mas acrescentam que o monumento não é religioso...
E se fosse?!? Iriam fazer o quê?!?
Reforço aqui a minha simpatia pela liberdade de culto.
Os adeptos do movimento negro de Volta Redonda pretendem, segundo eu soube, entrar com um processo contra esse tais pastores que se dizem evangélicos. O argumento, além de se basear na liberdade de culto, chamará a atenção pelo fato de que a perseguição se dá por serem as religiões afro-brasileiras oriundas da gente negra, constituindo-se assim em outra violação da Constituição.
A coisa está quente mesmo.
O tal pastor que iniciou tudo deve estar satisfeito com a propaganda em torno do seu nome (deve estar querendo ser político). Idiota.
Idiotas também são os que formaram uma religião cuja união básica é acabar com outras religiões.

Nos colégios da região, vários professores de Português já me disseram, há anos,que pais reclamam de alguns textos (lindos, famosos, de autores necessários) dados pelos professores para as turmas de seus filhos, e esses pais dizem que esses textos são obra de Satanás!!! Pode?!?

O diabo, nesta história, está junto com o preconceito, o fanatismo, a intolerância, a violência, a falta de liberdade.
Pobre povo este que, para se salvar do Inferno, faz da vida dos outros um inferno em vida.

Esses preconceituosos violentos iriam para o inferno, se inferno existisse.


Postado por Rorix às 12:18 PM.

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O torpor da esquerda tradicional

A globalização da economia e a introdução do capitalismo informacional, definido como sendo o novo modo de produção descentralizado, baseado na tecnologia de informação e telecomunicações, aliadas as novas técnicas gerenciais, tem provocado duas reações diferentes entre os antigos militantes de esquerda.

A primeira e mais evidente é a capitulação às teorias ligadas à economia de mercado e ao capitalismo financeiro. São principalmente os partidos de esquerda, que ao chegar ao poder, simplesmente ignoram suas plataformas e promessas políticas em nome do pragmatismo. Líderes como Jacques Chirac, Tony Blair ou Gerhard Schröder na Europa, tão logo assumiram o poder, passaram a ser criticados por suas posições ¿liberais¿.

No Brasil, o sociólogo e marxista Fernando Henrique Cardoso, co-autor da ¿Teoria da Dependência¿, estabeleceu uma política em plena sintonia com o chamado ¿consenso de Washington¿ e foi violentamente criticado pelo partido dos trabalhadores por sua ênfase nas privatizações e outras políticas taxadas de ¿neoliberais¿.

O PT elegeu Luiz Inácio Lula da Silva presidente, e o que aconteceu? Em apenas um ano ficou absolutamente claro que nada iria mudar em relação aos rumos já traçados por FHC e sua equipe. Lula chegou a esbravejar que em seu governo ¿não iria inventar nada¿. Não haveria ¿plano Lula nem plano Palocci¿.

A pergunta que se coloca então é a seguinte: Para seguir uma política afinada ao FMI, ao Banco Mundial, ao FED e ao mercado financeiro, por que não manter as pessoas realmente afinadas com essas idéias? Se elas (as idéias) são boas, por que eleger pessoas que as criticavam? Isso é no mínimo inútil.

A segunda reação é mais sutil, porque está situada no campo das teorias e análises da atual conjuntura mundial. Trata-se da elaboração de uma série de idéias que tendem a incluir os atuais fenômenos da globalização num pretenso ¿pós-marxismo¿. É o caso do livro ¿Império¿, de Michael Hardt e Antonio Negri. A obra no fundo tenta provar que a realidade atual não deixa de ser uma realização, embora involuntária, do próprio marxismo!

Quando caminham na direção certa, ao afirmarem que a luta por justiça social e econômica deve adotar novas formas, criando ¿novos conceitos para dar conta da nova realidade, redefinindo o objeto de luta política das massas e ¿descentralizando¿ os agentes históricos da transformação socialista¿, são criticados por marxistas como Tom Lewis que afirma: ¿Colocado de maneira simples, Hardt e Negri contestam a noção de imperialismo e a substituem por império, propondo lutar por uma ¿cidadania global¿ em vez de lutar pelo poder do Estado, e afirmam também que a dispersão da ¿multidão¿ prevalece sobre a idéia de centralidade da classe trabalhadora¿. (1)

Robert Kurts, parte da afirmação de que: ¿Karl Marx já foi dado por morto mais de uma vez e sempre escapou por um fio da morte histórica e teórica¿. E explica: ¿A razão é simples: a teoria de Marx só poderá morrer em paz junto com o seu objeto, o modo de produção capitalista¿.(2) Mas ele próprio não perde tempo em decretar sua própria versão de porque se dará em breve a (nova) ¿morte do capitalismo¿:

¿O aumento da produtividade reparte seus frutos de forma extremamente desigual: enquanto trabalhadores ¿supérfluos¿ são demitidos, crescem os lucros dos empresários. Mas, se todas as empresas entrarem nesse processo, há a ameaça de surgir um efeito com que não contavam os interesses obtusos da economia empresarial: com o crescente desemprego, diminui o poder de compra da sociedade. Quem comprará então a quantidade cada vez maior de mercadorias?¿(3)

O problema é que o que ele afirma ser o ¿torpor do capitalismo¿ não tem nada de original. Seria apenas uma nova crise de superabundância, muito parecida com a crise de 1929, que apesar das enormes desgraças que desencadeou, não acabou com o capitalismo (e menos ainda com os capitalistas). Ocorre que para a economia globalizada, pouco importa que a economia de um determinado país entre em crise. Sempre haverá mercado em outros.

O capitalismo global pode solucionar esse problema simplesmente aplicando as velhas fórmulas keynesianas a países como a Índia ou a China e mesmo ao Brasil, de modo a elevar moderadamente a renda de sua população para gerar demanda. Enquanto isso assiste impassível a destruição da classe média dos países desenvolvidos.

Além disso, existe sempre espaço para novos mercados entre os ricos dos países pobres. Com a melhora da infra-estrutura tecnológica em geral, será possível integrar as classes mais favorecidas dos países pobres aos hábitos e padrões de consumo da elite dos países desenvolvidos.

Outra saída simples para uma possível crise de demanda é a manutenção, num mesmo país, de populações vivendo em patamares de renda muito distantes, como no caso do Brasil, por exemplo. É possível criar pequenas ¿ilhas¿ de prosperidade cercadas de multidões de miseráveis. Basta se valer de critérios repressivos inadmissíveis no primeiro mundo, mas velhos conhecidos por aqui.

Fica evidente então que a abordagem do problema deve ser totalmente nova. Tão nova e original quanto as questões que se colocam. Difícil é vencer a paralisia que tomou conta das esquerdas tradicionais. Essas sim vivem seu período de maior ¿torpor¿ e perplexidade. E por que isso ocorre? Acredito que um diagnóstico pode ser tentado.

As fórmulas convencionais da esquerda estão voltadas essencialmente para as questões políticas. Embora fale sempre em questões econômicas. A verdade é que tanto o marxismo-leninismo como os vários partidos socialistas sempre deram ênfase à ¿revolução¿, seja violenta seja por meio de partidos políticos vitoriosos em eleições.

As questões econômicas sempre foram vistas como uma espécie de obrigação relegada ao próprio capitalismo. Em outras palavras, a ordem era: Vamos deixar que os capitalistas desenvolvam a tecnologia e aumentem a produtividade. Depois tomamos tudo deles pela tomada de poder do estado. O objetivo do militante socialista deveria ser o poder.

Disso decorreram as várias formas de socialismo autoritário e dogmático de um lado e dos partidos políticos ¿pragmáticos¿ de outro. Todos com um só objetivo: arrebatar o poder do estado das mãos do capital. Só que onde isso foi feito a décadas, o resultado foi desastroso. O desmanche do estado soviético por iniciativa de seus próprios cidadãos deixou a esquerda simplesmente sem ação.

Agora os partidos políticos de esquerda chegam tranqüilamente ao poder. Por todo o mundo, a igualdade e a liberdade política vão se tornando uma realidade indiscutível. A democracia representativa triunfa sobre regimes autoritários de direita e de esquerda. Enquanto isso a igualdade econômica nunca esteve mais distante. Ao contrário, assistimos aos maiores índices de concentração de renda da história.

Na prática as únicas reações a crescente liberdade política vem de grupos religiosos ultra-conservadores cristãos, islâmicos e hindus ou de nacionalistas impotentes que vêm suas culturas perderem sua identidade para uma mistura de hábitos e costumes cada vez mais indiferenciada. Países comunistas como a China e o Vietnã aderem alegremente a economia de mercado. Cuba e Coréia do Norte resistem e são relegadas a insignificância ou a miséria.

Então se a tomada de poder do estado não leva a nada, que tipo de rumo o socialismo deve tomar? Quem chegou a propor que ¿no lugar de poderes políticos, colocaremos forças econômicas. Em lugar das velhas classes sociais: nobres, burgueses e camponeses ou patrões e operários, colocaremos a designação geral e os departamentos especiais do trabalho: Agricultura, Indústria, Comércio, etc.¿? (4) Ele mesmo, o velho Proudhon.

Alguém pode objetar que isso é absurdo porque os velhos anarquistas na verdade estão ligados a lutas de a muito ultrapassadas. Isso é verdade. O movimento anarquista em si, na prática deu seu último suspiro em 1939 na Espanha. Mas uma lição fundamental ficou. A de como não fazer as coisas.

Todos os anarquistas previram o fracasso do socialismo autoritário e eram críticos ferozes da democracia ¿burguesa¿. Embora fossem tidos como simples ideólogos de gente simplória, aliados do ¿Lumpenproletariat¿ e visionários na contra-mão da história, eles viram algo que os instruídos marxistas não perceberam.

Eles deduziram que o capitalismo poderia sobreviver à tomada de poder por uma pretensa vanguarda do proletariado, organizada em partidos políticos e/ou revolucionários. Perceberam a necessidade de se criar alternativas econômicas ao sistema de produção capitalista. Anteviram a necessidade de organizações baseadas no mutualismo e no cooperativismo.

O curioso é que as próprias corporações globais se apropriaram de muitas dessas idéias, só que como maneira de desmontar o velho capitalismo industrial. Expressões como ¿descentralização¿, estímulo ao trabalho ¿individualizado¿, estruturas empresarias ¿federadas¿ e em ¿redes¿ e até o estímulo direto à montagem de cooperativas como forma de terceirização, hoje são parte do novo arsenal do capitalismo informacional.

Dentro dessa nova realidade, somente o socialismo libertário tem meios de superar o impasse que se coloca ante os desafios de um capitalismo também liberto das amarras do estado nacional, e armado com novas tecnologias, que lhe permitem não só sobreviver a um pretenso ¿torpor¿, mas de fato se impor como o verdadeiro poder mundial.

Notas:

(1) Tom Lewis ¿ ¿O Império contra-ataca¿. - Artigo publicado na edição de número 6 da revista Marxismo Vivo.

(2) KURTZ, Robert ¿ ¿Marx depois do marxismo¿

(3) KURTZ, Robert ¿ ¿O Torpor do Capitalismo - Chega ao fim o mito da expansão ilimitada do mercado¿

(4) PROUDHON, Pierre Joseph ¿ ¿Idéias Gerais sobre a revolução do século XIX¿ - 1851




Postado por Rorix às 11:54 AM.

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A ESPANHA COMO SEMPRE MUITO ARTICULADA

Postado por Rorix às 11:44 AM.

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02:25 e como um diario vou retrando e tratando de pôr mais uma vez a cabeça no caminho da semana e assim sempre como um dilema, ou passo falso a ser dado.
Tentando encontrar ou cruzar destinos vou á caminho do horizonte á passo falso e com a cabeça no oposto do sentido como se tudo tivesse que ser diferente do novo á cada dia, como se tudo não se renova-se e a mecanica de como se dá as coisas no decorrer do dia não fosse pra acontecer por achar que tudo não passa de uma mera passagem para algo grande e definitivo que estar por vir.
As vezes tentar buscar sentido no fazer e estar das coisas chega a frustrar quem sempre quis sair da redoma, e achar que tudo aqui fora é mais bonito e aproveitavel, mera ilusão dos que sonham com tudo mais terno e quente.
Como a fabulosa Amelie Poulain, procura concertar os deles e esquece dos seus e o final não é como o retratado.

Boa Semana Para Todos !


Postado por Rorix às 2:40 AM.

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[ Quarta-feira, Junho 16, 2004 ]

16/06/1976

Setecentas crianças são assassinadas em Soweto, na África do Sul, por se negarem a aprender "afrikaans", a língua dos brancos que comandavam o país.



Postado por Rorix às 1:35 PM.

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[ Terça-feira, Junho 15, 2004 ]

Porque não é senão como categoria universal do ser social total que a mercadoria pode ser compreendida na sua essência autêntica. Não é senão neste contexto que a reificaçáo surgida da relação mercantil adquire uma significação decisiva, tanto pela evolução objectiva da sociedade como pela atitude dos homens em relação a ela, para a submissão da sua consciência às formas nas quais esta reificaçáo se exprime... Esta submissão acresce-se ainda do facto de quanto mais a racionalização e a mecanização do processo de trabalho aumentam, mais a actividade do trabalhador perde o seu carácter de actividade, para se tornar uma atitude contemplativa.

Lukács - História e consciência de classe
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A dominação da mercadoria exerceu-se, antes do mais, de uma maneira oculta sobre a economia, que ela própria, enquanto base material da vida social, permanecia desapercebida e incompreendida, como o familiar que apesar de tal não é conhecido. Numa sociedade em que a mercadoria concreta permanece rara ou minoritária, e dominação aparente do dinheiro que se apresenta como o emissário munido de plenos poderes que fala em nome de uma potência desconhecida. Com a revolução industrial, a divisão manufactureira do trabalho e a produção maciça para o mercado mundial, a mercadoria aparece efectivamente como uma potência que vem realmente ocupar a vida social. É então que se constitui a economia política. como ciência dominante e como ciência da dominação. O espectáculo é o momento em que a mercadoria chega à ocupação total da vida social. Não só a relação com a mercadoria é visível, como nada mais se vê senão ela: o mundo que se vê é o seu mundo. A produção económica moderna estende a sua ditadura extensiva e intensivamente. Nos lugares menos industrializados, o seu reino já está presente com algumas mercadorias-vedetas e enquanto dominação imperialista pelas zonas que estão à cabeça no desenvolvimento da produtividade. Nestas zonas avançadas, o espaço social está invadido por uma sobreposição contínua de camadas geológicas de mercadorias. Neste ponto da «segunda revolução industrial», o consumo alienado toma-se para as massas um dever suplementar produção alienada. É todo o trabalho vendido de uma sociedade, que se torna globalmente mercadoria total, cujo ciclo deve prosseguir. Para o fazer, é preciso que esta mercadoria total regresse fragmentariamente ao indivíduo fragmentário, absolutamente separado das forças produtivas operando como um conjunto. É, portanto, aqui que a ciência especializada da dominação deve por sua vez especializar-se: ela reduz-se a migalhas, em sociologia, psicotécnica, cibernética, semiologia, etc., velando à auto-regulação de todos os níveis do processo.


Guy Debord: A Sociedade do Espetáculo / A mercadoria como espetáculo



Postado por Rorix às 11:04 AM.

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[ Segunda-feira, Junho 14, 2004 ]

DICA :

REQUIEM FOR A DREAM de Darren Aronofsky

A gênese do vício desfila aos nossos olhos. O enfoque apaixonado do diretor nos permite mergulhar nessa profunda investigação da dor, da vulnerabilidade e da busca pelo prazer. Afinal, o que faz de um vício pior do que o outro?
Ana Cecília del Mônaco Monteiro (São Paulo)




Você tem controle sobre sua vida? Você é tudo o que sempre imaginou, ou o que imaginaram para você?

"Requiem para um Sonho" começa com Harry (Jared Leto), um bonito jovem, tentando pegar a TV da casa da mãe, a simplória Sara Goldfarb (Ellen Burstyn), para vender e alimentar sua dependência química.

Logo em seguida, a vemos comprando de volta a mesma TV e a colocando numa corrente presa à parede, lugar onde ela sempre esteve. Senta-se no sofá, liga a TV, e come o último bombom de uma caixa num ritual orgástico.

De agora em diante acompanhamos quatro personagens e seus vícios. São eles: a mãe Sara Goldfarb, o filho Harry, a namorada Marion (Jennifer Connelly) e o amigo traficante (Marlon Wayams).

O programa que Sara tem como única companhia é um misto de culto, auto-ajuda e promoção dos vencedores. Prega o que somos obrigados a acreditar, que na vida temos duas escolhas: somos perdedores ou vencedores.

Um dia, do nada, ela recebe um telefonema onde supostamente teria sido escolhida a participar deste mesmo espetáculo de TV. Uma aflição toma conta da senhora quando percebe que não cabe mais no seu lindo vestido vermelho. Sua determinação é de perder peso, ficar linda, à altura do show.

Obsessão. Compulsão. Sucumbindo à fome ela decide procurar um 'especialista' que lhe receita inúmeras anfetaminas, estimulantes e tranqüilizantes. Em pouco tempo ela alcança o objetivo, está magra, é adorada pelas vizinhas, quase chegando lá, o suficiente para aparecer na TV. Mas os efeitos do remédio começam a afetar seu ponto de vista e comportamento.

Enquanto isso, o filho Harry vem conseguindo êxitos no tráfico de heroína. Ele, Marion e Tyrone juntam muito dinheiro. Seu sonho é abrir uma confecção para Marion que mostra talento como figurinista. Mas esse sucesso dura pouco, logo são obrigados a gastar tudo para alimentar a necessidade pelas dorgas que não pára de aumentar.

A gênese do vício desfila aos nossos olhos. O enfoque apaixonado do diretor pelos seus personagens e o amor que vemos que nutrem uns pelos outros, nos impedem de fazer julgamentos, nos permitem mergulhar nessa profunda investigação da dor, da vulnerabilidade e da busca pelo prazer.

O que faz de um vício pior do que o outro? O seu grau de destruição? Uns tomam café, outros cheiram cocaína, alguns atacam a geladeira. Muitos passam a tarde em frente à TV, outros dentro do cinema, outros dentro de algum templo religioso. Muitos lêem livros de auto-ajuda... Mas todos, esses indivíduos têm em comum a vulnerabilidade.

Esse poderia ser um dramalhão sobre viciados tentando sair do 'fundo do poço', grupos de anônimos servindo de apoio mútuo, mas não. O diretor abraçou os personagens e suas sensações. E querendo livrar de culpa ou rótulos, fez quatro pessoas iludidas em sua inocente futilidade. Os recursos são vários, ele usa muito a lente grande-angular, de forma opressora. A fraca pessoa e seu mundo distorcido pelo efeito químico.

Experimentamos sortimento de sensações quando a tela é partida ao meio em montagens paralelas. É lindo! Aterrorizante, quando as pessoas do lado de lá do vídeo saem para o mundo de Sara, numa versão "Rosa Púrpura do Cairo" macabra.

A rápida montagem nos rituais de uso das drogas, faz de todas equivalentes. O auge da confusão e do mundo virado de cabeça-para-baixo são expressos pela câmera fixa à altura do pescoço dos atores, mostrando o que está acima deles totalmente desordenado. Lamento de violino cortante. Falta de chão.

Ellen Burstyn concorreu ao Oscar por este papel, ela é magnífica. Todos os atores estão em atuações brilhantes. Não é muito dizer que são as melhores de suas carreiras. Jennyfer Connely, como Marion , quem diria, a menininha de "Labirinto" envolta em sombras e disfarces, olhar vago e triste, pronta para cumprir um papel que nunca quis para si. Imagens fortíssimas e em close. E Marlon Wayans (Tyrone), que só havia feito comédias teen, literalmente buscando o colo da mãe...

Em meio a riqueza de detalhes e variedade visual, o diretor conseguiu passar sua mensagem anti-drogas, mas mais do que isso, eu nunca vou esquecer essa experiência.


Postado por Rorix às 9:33 AM.

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[ Sábado, Junho 12, 2004 ]

Obras premiam "apaixonados" por Brown

DIEGO ASSIS

da Folha de S.Paulo

A história se repetiu por meio século. Dia dos Namorados, Charlie Brown corre até a caixa de correio cheio de esperança de encontrar muitos e muitos cartões de suas fãs... Ou pelo menos daquela garotinha ruiva! Mas, que puxa, isso nunca aconteceu.

Publicadas em mais de 2.500 jornais mundo afora, as tiras do personagem criado em 1950 por Charles M. Schulz (1922-2000) ganharam recente sobrevida por obra da editora americana Fantagraphics, que relançará, ao longo dos próximos 12 anos e meio, 25 volumes contendo toda a trajetória de Brown e sua turma.

No Brasil, a Conrad prepara um extenso material da série "Peanuts". Até o fim do ano, coloca no mercado ao menos dez títulos com as crias de Schulz, incluindo "Snoopy, Eu te Amo!", uma deliciosa seleção de tiras de "amor" publicadas entre 1950 e 1999.

"Oh, Charlie Brown, você tinha que ver o cartão de Dia dos Namorados que eu quase comprei pra você! Era lindo!!! Era um coração enorme, com um laço em volta! Charlie Brown, você teria amado! Só que aí eu pensei comigo mesma: 'Oras, mas que belo desperdício de dinheiro!'." Essa é a boa e velha Lucy.

Mas, ainda que todos amem odiar Charlie Brown, era no Dia dos Namorados que Schulz perpetrava sua vingança secreta contra os algozes de seu mais ingênuo e querido "filho".

No universo melancólico de seus personagens, Lucy ama Schroeder, mas Schroeder ama um piano de brinquedo. Isaura ama Linus, seu "amado senhor", mas Linus a odeia e prefere o seu cobertorzinho de lã azul. Claro, todas as meninas amam Snoopy, mas, afinal, Snoopy é só um cachorrinho beagle...

Como definiu certa vez um escritor italiano, estudioso e um apaixonado confesso pela obra de Charles Schulz: "Essas crianças nos afetam por serem monstros. São elas as monstruosas e infantis reduções de todas as neuroses que afligem os cidadãos modernos da civilização industrial".



Postado por Rorix às 7:06 PM.

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[ Sexta-feira, Junho 11, 2004 ]

Blog é a ferramenta corporativa do futuro, diz Bill Gates

Bill Gates, presidente da Microsoft e homem mais rico do mundo, freqüentemente sobe ao palco durante os eventos em que participa para falar um pouco sobre os rumos da tecnologia usada nos programas de computador.

Nesta quinta-feira, porém, ele mudou um pouco o tema e disse que os blogs --espécie de diários virtuais-- podem ser usados como a próxima ferramenta de comunicação no mundo dos negócios.

"Os blogs e as mensagens acrescentadas a essas páginas tornam a comunicação muito mais fácil", disse Gates para vários executivos que compareceram à sede da Microsoft, em Redmond (EUA), para o encontro de diretores e presidentes de outras companhias empresas organizado anualmente pela Microsoft, chamado de CEO Summit.

Os comentários de Gates sobre os blogs foram os mais longos de sua apresentação e indicam que a maior companhia de software do mundo está despertando para o potencial da nova tecnologia como uma ferramenta de trabalho e oportunidade de negócio.

Informações

Os blogs não são exatamente uma novidade --lançados há pouco mais de dois anos, as páginas são usadas por internautas que querem um espaço para publicar informações sobre diversos assuntos, de receitas culinárias a comentários sociais.

O crescimento do número de blogs --e de leitores de blogs--, no entanto, está chamando a atenção das grandes corporações, que olham para as páginas como um mecanismo para se comunicar com mais eficiência com funcionários, parceiros e clientes.

A popularização dos blogs também levou a adoção de uma nova tecnologia, chamada de Real Simple Syndication (RSS), que permite que os leitores de blogs recebam as novas mensagens colocadas nas páginas automaticamente. "Essa tecnologia está se desvencilhando das desvantagens do e-mail e das páginas web", disse Gates.

Ameaça

Por trás das declarações de Gates, há outros interesses, diz Joe Wilcox, analista da Jupiter Research. Segundo ele, os programas usados para produzir e escrever notícias nos blogs funcionam de forma independente ao sistema operacional Windows.

Isso, de acordo com Wilcox, representa uma ameaça para a companhia, da mesma forma que o Netscape foi uma ameaça à empresa no início da internet. "Se eu sou a Microsoft e meu objetivo é vender mais cópias do Windows, então eu posso querer me envolver com isso", disse Wilcox, que também tem um blog, chamado "Microsoft Monitor".




Postado por Rorix às 4:25 PM.

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MDMA

Depois de explodir na europa e nos EUA, chegou ao Brasil uma substância que já conquistou milhões de usuários. Inspiradas nos festivais psicodélicos dos anos 60 e 70, milhares de jovens, embalados por músicas e luzes, consomem esta substância, em raves e boates, com o intuito de vivenciar momentos prazeirosos num ambiente de luzes e sons.
O "E" (abreviação de ecstasy) é vendido por um valor que vai de 20 a 40 reais.
De acordo com alguns depoimentos não é preciso nem acompanhar a batida eletrônica, é só deixar o ritmo conduzir os seus movimentos. É como se você estivesse dentro da música.

Depois de engolida, a droga "E" chega ao estômago e com 20 a 60 minutos passa para a corrente sanguínea e se espalha para todo corpo. Quando a substância alcança o cérebro, têm início os efeitos. Ela atua sobre os neurotransmissores - mensageiros responsáveis pela transmissão de informação no cérebro que regulam o nosso humor e outras funções do organismo. São três os neurotransmissores afetados: a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. O mais atingido pelo "E" é a serotonina - que controla as nossas emoções e também regula o domínio sensorial, o motor e a capacidade associativa do cérebro.

Como a serotonina também é reguladora da temperatura do corpo, outro risco imediato de quem toma o ecstasy é o da hipertermia, ou superaquecimento do organismo. As mortes associadas à droga são decorrentes quase sempre da elevação da temperatura do corpo acima dos 41 graus. A partir dessa temperatura, os riscos são eminentes. O sangue pode coagular produzindo convulsões e parada cardíaca. Não é à toa que as raves são praticamente as únicas festas em que o consumo de água mineral ultrapassa de longe o das bebidas alcóolicas.

A substância que define o ecstasy é o MDMA, sigla que significa metilenodioxidometanfetamina. Com esse nome, a droga é confundida com as anfetaminas ou metanfetaminas, outros estimulantes sintéticos ilegais que deixam as pessoas "ligadas". Apesar de ser derivado da anfetamina, o composto MDMA tem uma parte da sua molécula semelhante ao de um alucinógeno. O MDMA não chega a produzir as alucinações do LSD (ácido lisérgico), nem a excitação de substâncias estimulantes como a cocaína. Em compensação, mixa efeitos moderados das duas substâncias - segredo do seu sucesso como "droga social".
O MDMA provoca uma descarga de serotonina nas células nervosas do cérebro para produzir os efeitos de bem-estar e leveza tão apreciados pelos freqüentadores das raves.

Com a dilatação da pupila, as luzes ganham um brilho especial e os olhos ficam mais sensíveis - daí os óculos de lentes amarelas, tipo night vision. E o mais notável: uma hipersensibilidade do tato. Qualquer toque no corpo, sob o efeito do ecstasy, tem a sensação multiplicada. Muitos se encostam e se abraçam como se todo o corpo fosse uma grande zona erógena. As mulheres, principalmente, falam do aumento do desejo sexual - uma sensação que acabou conferindo ao "E" outro famoso apelido: droga do amor. Além disso, o "E" é discreto - comparado a outras drogas, não tem o cheiro forte da maconha nem requer uma assimilação agressiva como a cocaína.

O neurotoxicólogo George Ricaurte, da Universidade John Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos, um dos maiores estudiosos do assunto afirma: " Temos evidências de que o MDMA pode provocar danos permanentes ao cérebro." Ricaurte estuda há anos os efeitos do ecstasy no cérebro. Em 1994, mostrou que pessoas que tomaram a droga pelo menos cinco vezes sofrem de apatia, problemas de insônia e têm menor quantidade de serotonina, o neurotransmissor responsável pelas nossas emoções, no cérebro. A baixa de serotonina foi confirmada em 1998 com tomografias realizadas em usuários de ecstasy. Ricaurte faz outro alerta: uma pesquisa recente feita com macacos revelou que os problemas causados pelo MDMA permanecem iguais mesmo depois de sete anos de abstinência da droga.

É provável que o maior risco do ecstasy, no entanto, não advenha diretamente do MDMA. Como toda substância ilegal, ninguém pode garantir o conteúdo do comprimido que é vendido como ecstasy numa festa ou casa noturna. "Nas amostras que analisamos em São Paulo, encontramos diversas substâncias misturadas ao MDMA", diz o professor Ovandir Silva, diretor do laboratório de análise toxicológica da USP. "Alguns comprimidos continham cafeína e metaanfetamina - droga com alto poder de vício."



Postado por Rorix às 10:20 AM.

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Pensei em conforto
Hoje pago alto pelo desconforto
Esperança ao calar do sono (Utopias)
Reviver o passado em um presente distante e impossivel
Pensar em enterrar e redescobrir
Esperar
Calar
Pensar
Pagar
REDESCOBRIR
Descansar.

Postado por Rorix às 10:06 AM.

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[ Quarta-feira, Junho 09, 2004 ]

Diretor de documentário antiMcDonald's virou celebridade nos EUA

Só nos Estados Unidos poderia acontecer de uma pessoa pegar um filme que custou míseros 65 mil dólares e usá-lo para constranger e pressionar uma multinacional multibilionária. Foi exatamente isso que Morgan Spurlock fez com "Super Size Me", a sensação de Sundance que já arrecadou 6,2 milhões de dólares em um número minúsculo de cinemas.

"Super Size Me" é um documentário independente que acompanha a deterioração da saúde de Spurlock, que foi roteirista, produtor, diretor e astro do filme, ao longo de 30 dias nos quais ele se alimentou exclusivamente de comida do McDonald's.

Spurlock engordou muito. Seu nível de colesterol saltou para o alto. Seu fígado se rebelou. Sua libido teve uma queda vertiginosa. O mais surpreendente, porém, é que a barriga de Spurlock não foi a única coisa que engordou: o mesmo aconteceu com sua carteira.

Espantosamente, "Super Size Me" passou três semanas entre os Top 10 das bilheterias americanas, apesar de ter sido exibido em algumas dezenas de cinemas durante a maior parte do tempo. O filme finalmente passou para mais de 200 salas de cinema na sexta passada, e, ao que tudo indica, será uma dor-de-cabeça para o McDonald's.

Conhecido, antes do filme, unicamente por ser criador e apresentador do seriado da MTV "I Bet You Will", Spurlock, de 33 anos, virou um nome imprescindível na mídia. Ele fechou um acordo com a FX para fazer um piloto de um reality show de uma hora de duração intitulado "30 Days". Seguindo a mesma inspiração de "Super Size Me", o programa vai levar uma pessoa a viver um estilo de vida totalmente diferente de seu habitual, durante um mês.

Spurlock fechou contrato com a editora Putnam para escrever um livro, ainda sem título, sobre o tema do fast food. Com a obra ele espera responder a muitas das perguntas levantadas pelo filme.

Comenta-se que o McDonald's pode estar patrocinando pessoas supostamente imparciais para que desmintam as afirmações feitas por Spurlock em "Super Size Me". Em nenhum momento o diretor afirmou estar fazendo uma pesquisa equilibrada e profunda do "Big Fast Food". Durante a maior parte do tempo ele adota um tom satírico, embora fique claro que existe uma questão nutricional mais séria em pauta.

Em entrevista telefônica concedida na semana passada, Spurlock - que financiou "Super Size Me" com o dinheiro que ganhou com "I Bet You Will" - comentou o que o inspirou a fazer o filme.

"Era o Dia de Ação de Graças de 2002, e eu estava sentado no sofá da minha mãe, nesse dia que comemoramos com gula e preguiça", contou. "Eu estava assistindo a TV e vi uma jornalista falando sobre o processo que duas garotas abriram contra o McDonald's por tê-las levado a engordar e adoecer".

Spurlock admite que, num primeiro momento, achou que o processo não tinha bases.

"Mas então comecei a ouvir sobre como a indústria do fast food volta sua publicidade a crianças desde uma idade muito nova e como ela reluta em fornecer informações nutricionais, então achei que talvez houvesse base para um argumento.

"Achei que, se a comida do McDonald's realmente fosse nutritiva, como afirmam os representantes da empresa, então eu poderia comê-la noite e dia e ficar ótimo".

E assim nasceu a idéia do filme, para o horror da namorada vegetariana do diretor (que também é vista em "Super Size Me"). Mas ninguém, muito menos o próprio Spurlock, poderia ter previsto sua repercussão.

"Se um sujeitinho tão pequeno quanto eu é visto como ameaça tão grande", conclui o diretor, "vale se perguntar do que será que essa gente tem tanto medo".


Postado por Rorix às 1:12 PM.

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[ Terça-feira, Junho 08, 2004 ]

Noruega planeja esterilizar condenados por violência sexual


da Folha Online

A Noruega está pronta para oferecer a condenados por abusos sexuais e estupros a opção de esterilização química se eles aceitarem o tratamento, afirmou nesta segunda-feira a mídia norueguesa.

O tratamento bloqueia os efeitos do hormônio masculino testosterona, aniquilando o desejo e a habilidade sexuais do homem.

Quatro homens, condenados por estupro ou abuso sexual, aceitaram o tratamento e estão prontos para ser esterilizados, disse o psicólogo Jim Aage Noettestad, do Departamento de Segurança da cidade de Trondheim, no centro da Noruega, em entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal "Dagsavisen".

"Os quatro passaram por seis meses de terapia de grupo e estamos prontos para começar os tratamentos de hormônio", declarou Noettestad.

O objetivo do programa é tentar diminuir as chances de que os homens possam cometer mais abusos sexuais. Eles não serão libertados durante o tratamento e não deverão ser obrigados a continuar o tratamento após serem soltos, declarou Noettestad.

O programa inicial será feito na prisão distrital de Trondheim em cooperação com o hospital local, afirmou Noettestad, acrescentando que informações sobre os tratamentos serão enviadas a todas as prisões do país.

Em 2002, 290 pessoas foram condenadas na Noruega por crimes sexuais, incluindo estupro, pedofilia e incesto, segundo dados do governo.

A terapia é o tratamento usado atualmente para os condenados por crimes sexuais.

Na Dinamarca, 26 prisioneiros decidiram receber injeções similares em um programa iniciado em 1989.

Desde então, 16 presos receberam liberdade condicional e continuaram a receber as injeções, e um deles foi preso por cometer um crime sexual.

De 1935 a 1970, a Dinamarca dava a condenados por crimes sexuais a escolha entre prisão e castração cirúrgica. Depois de receber diversas críticas, o país suspendeu a prática. Mas em 1973 foi retomada com o tratamento químico em vez do procedimento cirúrgico.

Postado por Rorix às 11:37 AM.

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NO MEU SOM TÁ ROLANDO...




Belle and Sebastian


Diz a lenda que o nome veio de um desenho animado francês, um garoto e seu cachorrinho. Belle and Sebastian! A banda foi formada por seis estudantes escocês (Stuart Murdoch , Stevie Jackson, Chris Geddes , Stuart David, Richard Colburn e Isobel Campbell) em 1995 em Glasgow.

www.belleandsebastian.co.uk.

Postado por Rorix às 9:55 AM.

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