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[ Quinta-feira, Julho 29, 2004 ]


Vocalista do Joy Division poderá ser interpretado por Jude Law no cinema


O filme sobre a vida do vocalista do Joy Division Ian Curtis, divulgado pela primeira vez no festival de Cannes, em maio passado, poderá ter o ator inglês Jude Law no papel principal.

O longa será baseado no livro "Touching From A Distance", escrito por Deborah Curtis, viúva do cantor morto em 1980, vítima de suicídio.

"O rumor que se ouvi é que Jude Law provavelmente fará o papel. Não é uma má escolha", disse a um jornal inglês o baixista Peter Hook, ex-integrante do Joy Division e membro do New Order, de acordo com o site Dotmusic.

Já o produtor do filme, Todd Eckert, dá mais pistas sobre o ator que poderá interpretar Ian Curtis.

"Estamos conversando com um ator famoso que se parece bastante com Ian. Ele acabou de fazer dois filmes nos quais ouviu apenas músicas de Joy Division e New Order", afirmou.

"Caso esse ator decida aceitar o papel, tornaria o filme ainda maior", disse Eckert, segundo o Dotmusic.




Jude Law


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JOY DIVISION - HISTÓRIA




Estamos no ano de 1977 , cidade industrial de Manchester , localizada ao norte da Inglaterra , os amigos de infância Bernard Albrecht posteriomente adotando o nome Barney Sumner (guitarra) , Peter Hook (baixo), Ian Curtis que era um a presença constante em shows de rock na cidade , mais o baterista Stephen Morris , o único a responder a um anúncio colocado em uma loja de discos , resolveram montar uma banda de nome Warsaw.

Ian Curtis tinha um gosto musical vasto e eclético , influenciando na formação musical dos outros músicos , apresentando-lhes discos de Lou Reed , Iggy Pop e Kraftwerk. Onde ao mesmo tempo começaram a fazer shows em sua região , junto com outras bandas.

No ano de 1978 a mudança do nome do grupo para Joy Division , "divisões do prazer " , que eram alojamentos destinados às mulheres judias obrigadas a se prostituir nos campos de concentração nazistas durante a segunda guerra mundial. A escolha do nome foi de Ian Curtis , que era obcecado por tudo que fosse alemão.

Em 1978 lançaram um trabalho independente um EP , contendo quatro músicas chamado " An Ideal For Living ", gravaram um LP para a RCA que nunca chegou a ser lançado pois , o grupo rejeitou a produção e os sintetizadores adicionados posteriormente à gravação. O disco tornou-se disponível em cópias piratas podendo ser encontrado com o nome de "Warsaw ".

Em 1979 lançam o album Unknown Pleasures com o produtor Martin Hannett , que extraiu uma sonoridade sombria , densa e misteriosa , vide as memoráveis She's Lost Control, Shadow Play e New Dawn Fades, esperimentações eletrônicas , uma bateria impiedosa e rifs de guitarra , com certeza um dos maiores poetas que o rock já teve.

Em seus shows , ficavam à sombras tocando os instrumentos , destacando-se a dança maníaca de Ian Curtis , que sofria de epilepsia e repetindo de maneira inconsciente os movimentos de seus ataques. Seus fiéis admiradores se vestiam como na Alemanha dos anos 40. Um desses shows foi registrado em video de capa preta , que leva o nome de Here Are The Young Men.

Em 1980 devido a problemas de saúde de Ian Curtis , foram cancelados vários shows , inclusive uma turnê americana de 3 semanas estava prevista para iniciar em maio , mas o grupo nem chegou a embarcar.

No dia 18 de maio de 1980 , Ian Curtis representou seu ultimo Ato , foi encontrado morto em casa por enforcamento por uma corda utilizada como varal. Os motivos prováveis para seu suicídio foram sua epilepsia cada vez mais constante e o término do seu casamento más, Curtis falava obsessivamente da morte a ponto de antecipar seu próprio suicídio em letras como In a Lonely Place, "Um lugar de paz ", talves ele realmente precisava desse lugar , musica que está contida no Cd duplo Substance gravado pelo New Order . Quando o singles Love Will Tear Us Apart saiu em maio , a banda alcançou pela primeira vez o Top 20 britânico.

Em junho de 1980 lançam sua obra prima o album Closer "mais perto ", (cabe aqui a pergunta : mais perto do que?) , a banda sempre esteve envolta a uma aura de mistério , tudo em Closer é enigmático , a capa , as letras , e sobretudo o som . O disco foi gravado sob uma abóbada de estuque especialmente construída com a finalidade de conseguir a ressonância de uma capela . O som é vazio e distante com sintetizadores estranhamente colocados mais o vocal de Curtis soando de maneira cavernosa. Vide as faixas The Eternal, Isolation e a memorável Decades. O single Atmosphere é outra pérola que também demonstra muito bem esse vázio com enfase nos sintetizadores. Closer também entrou para o top 20 britânico e ironicamente o Joy Division atingiu sua maior popularidade quando já havia acabado e Curtis nunca chegou a ver o sucesso que desejava para o grupo. O lançamento do album Still , em 81 , com sobras de estúdio e a gravação do último concerto, aumentou mais ainda o mito em torno da banda. Aos remanescentes da banda numa necessidade de esquecer a trajédia deram início a uma "Nova Ordem ".

Discografia

An Ideal For Living (EP , 1978)
Unknown Pleasures (1979)
Closer (1980)
Still (l981)
Divine (Coletânea 1988)
1977 ¿1980 Substance (Coletânea 1988)
The Complete Peel Sessions (1991)
Permanent (Coletânea 1995)
Heart And Soul (CD Box Set , 1997)




Postado por Rorix às 11:19 AM.

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[ Quarta-feira, Julho 28, 2004 ]

Os cinco mais de hoje e sempre :





Never Mind The Bollocks ( Sex Pistols )



Fold Your Hands Child You Walk Like a Peasant ( Belle And Sebastian )



Uprising ( Bob Maley )



Three Imaginary Boys ( The Cure )



Ventura ( Los Hermanos )




Postado por Rorix às 1:06 PM.

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[ Terça-feira, Julho 27, 2004 ]



Ela me pediu um girasol
E agora, o que faço ?
Dou giros e contorno uma desculpa ou vou ao sol ?
A cara das coisas é melhor que a voz dos outros.
Eu vou.



Postado por Rorix às 4:40 PM.

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[ Sexta-feira, Julho 23, 2004 ]

Quilombolas ameaçados por expansão da base de Alcântara

Um manifesto assinado por entidades nacionais e internacionais de defesa dos Direitos Humanos vai cobrar do governo federal uma resposta mais precisa e rápida acerca dos deslocamentos das comunidades remanescentes de quilombos.

Um manifesto conjunto assinado pela organização nacional Centro de Justiça Global e pelas entidades internacionais de defesa dos Direitos Humanos e luta contra pobreza Centro pelo Direito à Moradia contra Despejos (COHRE) e Social Watch deve chegar às mãos do governo federal até o final do mês. O documento, que será entregue aos ministérios da Defesa, de Ciência e Tecnologia, da Cultura e do Desenvolvimento Agrário e às secretarias especiais de Direitos Humanos e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, trata do quadro de violações em que se encontram as 153 comunidades remanescentes de quilombos localizadas na região de Alcântara, no Maranhão.

Desde a implementação do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA) no município, em 1984, elas vêm lutando pela garantia de seu direito à moradia adequada e da livre auto-determinação. Para garantir a construção da base, 312 famílias pertencentes a 32 comunidades quilombolas tiveram suas terras expropriadas pelas Forças Armadas, foram deslocadas e reassentadas nas chamadas agrovilas. Anos depois, esses locais se mostraram totalmente inadequados às necessidades de sobrevivência destas populações. Além de serem afastados da costa litorânea, fonte tradicional de pesca e alimentação da população, o solo das agrovilas não oferece condições férteis para o plantio. Hoje, essas famílias precisam pagar pela água, a qual antes tinham acesso gratuito.

A conseqüência é que, atualmente, as comunidades deslocadas estão enfrentando problemas sociais até então inexistentes, como gravidez precoce, prostituição de jovens e disseminação do uso de drogas. Eles são resultado do rompimento de relações estreitas baseadas no parentesco e na solidariedade, que pressupunham o uso comum do solo e dos recursos naturais, e que historicamente garantiram a sobrevivência das comunidades remanescentes de quilombos.

¿A população reclama de desestruturação cultural e familiar por estar confinada numa área urbana. Um estudo sobre o entorno de Alcântara, divulgado recentemente, revelou o êxodo de famílias das zonas rurais para a zona urbana e para São Luís¿, conta Andressa Caldas, do Centro de Justiça Global, que já visitou a região quatro vezes. ¿Além disso, as comunidades que ainda não foram deslocadas se sentem ameaçadas. Elas conhecem a situação nas agrovilas e não querem ir para lá. Por isso, há um temor permanente; elas não têm uma resposta definitiva de que não vão ser deslocadas¿, explica.

O objetivo da Justiça Global e das demais entidades envolvidas no manifesto é pedir um posicionamento mais preciso e rápido do governo brasileiro a respeito do futuro dos quilombolas de Alcântara ¿ tanto dos que já saíram de suas terras como dos que ainda podem ser transferidos. Segundo Andressa, há dificuldade em conseguir informações em instância federal, principalmente no Ministério da Defesa, responsável pelas expropriações.

Por isso, a pressão internacional organizada pelos defensores de Direitos Humanos. Eles já conseguiram apoios de diversas entidades, como da Federação Internacional de DH e da Plataforma Interamericana de DH. Algumas, inclusive, não trabalham com esta temática. É o caso do movimento ambientalista e de professores e intelectuais de países como Paraguai, Guatemala e Estados Unidos. A idéia é formar um grupo ampliado de pessoas que tenham conhecimento da situação dos quilombolas de Alcântara. Esta semana, a Social Watch colherá assinaturas para o manifesto no Fórum Social das Américas, que começa neste domingo (25), em Quito, Equador.

Sem avanços
O documento que será entregue ao governo brasileiro também cobra que as comunidades já deslocadas tenham suas reivindicações atendidas e consideradas. Elas incluem a provisão de moradia e terra adequada para trabalhar, acesso à educação de qualidade, transporte público, serviço de água e tratamento de esgoto. Já para as comunidades que estão ameaçadas de deslocamento devido ao projeto de expansão da base, a solicitação é que elas sejam amplamente consultadas e que os deslocamentos sejam suspensos até que se encontre soluções concensuadas e adequadas de moradia, trabalho e cidadania para as populações.

¿Trabalhamos com a possibilidade de não ampliar essas áreas, para que as pessoas possam ficar na terra que lhes pertence. Isso é possível porque está claro que houve um desvio de finalidade na base da Alcântara. O acordo comercial para a cessão aos Estados Unidos não avançou, mas outro, nos mesmos termos, foi firmado com a Ucrânia. E não se pode desapropriar terras para uso público e depois usá-las para fins comerciais¿, afirma Andressa. ¿Sentimos que as comunidades estão frustradas; elas tinham esperança que as coisas se passassem de forma diferente no governo Lula. A mesma desesperança que vemos em outros setores atinge os quilombolas, porque a situação permanece a mesma, não houve avanço¿, conclui.

ONU preocupada
Entre os dias 30 de maio e 12 de junho, o Brasil recebeu a visita do Relator Especial das Nações Unidas para o Direito à Moradia Adequada. Miloon Kothari esteve em duas comunidades quilombolas de Alcântara: Marudá, que foi deslocada e reassentada em uma agrovila, e Mamuna, atualmente ameaçada pelo deslocamento. Numa audiência pública, da qual participaram representantes dos diversos quilombos, ficou claro para o relator que o deslocamento das comunidades não trouxe os benefícios prometidos e que, na verdade, houve um acréscimo nas violações cometidas contra estas populações.

Em seu relatório preliminar divulgado recentemente ¿ o relatório oficial da missão será apresentado à Comissão de Direitos Humanos da ONU somente em 2005 ¿, Kothari diz: ¿Ao julgar pelos depoimentos que ouvi em Alcântara, as agrovilas constituem um flagrante exemplo de soluções de curto prazo que resultaram em problemas de longa duração. Os habitantes previamente eram auto-suficientes em suas vilas tradicionais, com acesso suficiente ao pescado e a terra fértil; agora se tornaram dependentes. O deslocamento, incluindo o despejo forçado, nunca se constitui em uma solução ideal. E nos raros casos em que este deslocamento possa ser justificado, tal ação só pode ser efetivada com a consulta e a participação plena da população afetada, de acordo com as leis internacionais de Direitos Humanos. Somente desta forma pode-se assegurar que o deslocamento, se o mesmo for inevitável, resulte em melhorias das condições de vida das pessoas afetadas ao invés de um retrocesso e perda dos meios de sustento¿.

Apesar de elogiar a criação de um grupo de trabalho interministerial para tratar da questão dos Direitos Humanos das populações quilombolas, o relator recomenda enfaticamente que as autoridades brasileiras ¿ em especial os ministérios da Ciência e Tecnologia e da Defesa ¿ preparem conjuntamente um estudo de viabilidade para determinar se o deslocamento é de fato a única solução disponível.

¿Se faz presente uma necessidade urgente de que o governo adote medidas e uma legislação nacional para assegurar a proteção contra despejos forçados¿, afirma o relator. ¿Eu acredito que o atual governo federal possua uma sincera vontade política de enfrentar estes problemas, mas a ênfase precisa ser deslocada do âmbito das políticas e legislações para a ação prática¿, recomenda Khotari, para quem a Justiça Global também enviará o manifesto no final de mês.




Postado por Rorix às 1:18 PM.

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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Campanha quer combater problema tratando o agressor
Cerca de 300 mil mulheres são agredidas fisicamente por seus maridos e companheiros a cada ano no país. Campanha que será lançada pelo Instituto Patrícia Galvão vai inverter lógica de combate à prática e focar ações no homem agressor.


Apesar de todos os esforços para combater esta prática, a violência doméstica contra a mulher continua apresentando altos índices de incidência no país. Segundo documento da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, cerca de 300 mil relatam serem agredidas fisicamente por seus maridos ou companheiros a cada ano. Mais da metade de todas as mulheres assassinadas no Brasil foram mortas por seus parceiros íntimos. Estudos realizados com homens também evidenciam uma situação preocupante. No Rio de Janeiro, uma pesquisa publicada em 2003 revelou que 25,4% dos maridos afirmam já ter usado violência física contra sua parceira. Partindo deste cenário, uma campanha nacional coordenada pelo Instituto Patrícia Galvão, que deve ser lançada em novembro, pretende combater o problema por meio do diálogo com o homem agressor e do atendimento a ele.

A proposta é colocá-lo no centro do debate sobre a violência doméstica contra a mulher. Até hoje os esforços estavam focados nas vítimas. A discussão girava em torno de aumentar ou diminuir as penas dos agressores, encarando a punição como a solução, ou de simplesmente melhorar os serviços de atendimento à mulher, como as casas-abrigos e as delegacias especiais. Outras campanhas sobre o tema sempre estimularam a denúncia por parte da agredida. No entanto, a mulher que denunciava muitas vezes não queria que o marido fosse preso, não queria desmanchar sua família.

¿Por um lado é preciso fortalecer a mulher para que ela não se submeta e não ache que é natural sofrer a violência. Mas, por outro, elas querem que ajudemos seus homens a saírem da situação em que se encontram¿, afirma a pesquisadora Raquel Moreno, colaboradora do Instituto Patrícia Galvão. ¿São homens até bons em alguns aspectos, algumas vezes companheiros, e existe um afeto entre eles. Mas, de repente, não resistem a uma série de pressões e conflitos e apelam para a violência. É um desejo das mulheres que os homens recebam orientação para modificarem sua atitude¿, explica.

A campanha deve ser veiculada na TV, no rádio, em outdoors, adesivos e até em ímãs de geladeira. A idéia é estimular os homens que sentem vontade de agredir suas mulheres a optarem por buscar ajuda em vez de fazer uso da violência. Para isso, deve ser criado um serviço 0800, que atenda os agressores. ¿Não dá para fazer uma grande campanha de mídia, com uma veiculação massiva nos meios de comunicação, sem oferecer uma porta de entrada, um caminho¿, justifica Jacira Melo coordenadora geral do Instituto Patrícia Galvão.

O serviço telefônico serviria apenas como uma forma de atrair os homens para o grupo de auto-ajuda Agressores de Mulheres Anônimos (AMA), proposto nos moldes dos Alcoólicos Anônimos (AA), ainda em fase de testes. ¿O homem que pratica agressão não está bem. Ele precisa de ajuda, precisa se conscientizar desse seu lugar de agressor, ver que isso não é bom. E ele resiste a se ver como tal. Em última instância, o problema é parecido com o AA¿, diz Jacira. Nesse sentido, um dos slogans da campanha seria ¿Homem de verdade não bate, AMA¿.

A criação do 0800 é um dos grandes desafios da campanha. Por ser um serviço de grande complexidade, exige um grande investimento, requer atendimento qualificado, 24 horas por dia, a semana toda. O Instituto Patrícia Galvão acredita que a idéia tem que ser pensada como um serviço público, que pode ser prestado por um órgão governamental ou pela sociedade civil, mas com apoio do governo federal. Para isso, representantes do instituto estão dialogando com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

Surpresa
O resultado dos primeiros testes da campanha, feitos com homens das classes B e C de diferentes faixas etárias, foi basicamente de surpresa. ¿Os homens ficam agradavelmente surpreendidos ao perceberem que está sendo levantada uma nova alternativa à denúncia. Eles revelam que quando há uma situação de violência todo mundo sofre, inclusive o próprio homem que comete a violência, no dia seguinte ou quando cai em si. Ele não comete a agressão de forma planejada, porque quer ou porque goze disso. É uma situação incontrolável. Eles consideram que precisam de ajuda para poder se reorientar¿, diz Raquel.

O Instituto Patrícia Galvão espera agora que diversas organizações não governamentais (ONGs) que atuam no campo da violência contra a mulher e da masculinidade colaborem com a campanha, que teria uma assinatura coletiva. ¿É necessário um grande investimento no campo da cultura, pois o problema exige uma mudança radical de atitude, da mentalidade masculina frente à violência doméstica contra a mulher. E a mídia é um campo privilegiado para modificar o comportamento da população. Precisamos envolver os homens nesse debate. Só vamos conseguir essa mudança se envolvermos homens, mulheres e a sociedade como um todo. Esse é caminho escolhido pela campanha, que tem como slogan provisório ¿Onde tem violência, todo mundo perde¿¿, diz Jacira.




Postado por Rorix às 1:12 PM.

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[ Quarta-feira, Julho 21, 2004 ]

Vaticano Ensandecido

Por que homossexuais devem ter apenas meia cidadania ?

Por Konstantin Gavros

O documento da Congregação para a Doutrina da Fé (órgão da Igreja Católica equivalente à Inquisição) sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais precisa ser conhecido e estudado por todos os que acreditam na liberdade de opção sexual e no direito dos cidadãos à tolerância e à garantia de sermos defendidos, em nossos interesses, por leis claras e destituídas de qualquer preocupação moral.

Partindo de pressupostos metafísicos e desconsiderando as realidades históricas, sociológicas e culturais dos povos e das diferentes comunidades, bem como a história pessoal de cada indivíduo, a Igreja posiciona-se contra as uniões homossexuais, afirmando que sua intenção é "proteger e promover a dignidade do matrimônio, fundamento da família, e a solidez da sociedade".

Para a Igreja, a homossexualidade é uma "grave depravação" e os homossexuais são "intrinsecamente desordenados". Em sua lógica maniqueísta, a instituição considera que os "atos homossexuais fecham o ato sexual ao dom da vida" e "não procedem de uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual".

O documento se refere à homossexualidade, inclusive, como uma "anomalia". Logo a seguir, hipocritamente, o texto diz que "os homens e mulheres com tendências homossexuais devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza", devendo-se evitar todo sinal de "discriminação injusta". Mas, na frase seguinte, a verdadeira - e perversa - face da instituição aparece, e o documento afirma que "a inclinação homossexual é obviamente desordenada" e que "as práticas homossexuais são pecados gravemente contrários à castidade".

A Igreja, contudo, não pára na condenação do homossexualismo. Vai adiante e insiste que todos devem "afirmar claramente o caráter imoral desse tipo de uniões; recordar ao Estado a necessidade de conter o fenômeno dentro de limites que não ponham em perigo o tecido da moralidade pública e, sobretudo, que não exponham as novas gerações a uma concepção errônea da sexualidade e do matrimônio". Assim, ela pretende, na verdade, influenciar os políticos de orientação católica, de maneira a que vetem os possíveis projetos de lei que pretendam assegurar o direito de união civil aos homossexuais e, nos casos em que tais projetos já estejam aprovados, manifestar sua oposição clara, entendendo-a como um "testemunho da verdade".

Ora, o documento da Congregação para a Doutrina da Fé é, na verdade, uma peça recheada de clara e evidente homofobia. Um texto prenhe de ódio e repúdio aos homossexuais, apesar de - como em todo documento da Santa Sé - manifestar esses sentimentos por meio de uma linguagem melíflua, hipócrita e covarde, que faria corar o Tartufo de Moliére.

O documento defende a "dignidade", a "família" e a "sociedade" que a instituição religiosa católica entende como as ideais, as perfeitas, as melhores. Mas não está preocupado em defender a dignidade, a família e a sociedade que cada um de nós considera como ideal, desejada, tratando como "certo" apenas o que a tradição católica previamente estabeleceu.

Ora, se as únicas uniões aceitáveis são aquelas nas quais um cacete penetra uma boceta e, necessariamente, servem à procriação da espécie (e de bons católicos, claro), então devemos jogar nas latas de lixo da história e da biologia toda a múltipla experiência afetiva, emocional e sexual da humanidade, condenando milhões de seres humanos a viverem em um vergonhoso ostracismo - ou em uma espécie de limbo social.

O mais inacreditável é que tais pensamentos - e tal desumano repúdio - venham de homens que, acredita-se, jamais fornicaram... No máximo, talvez batam algumas punhetas recheadas de fantasias mirabolantes e indescritível sentimento de culpa, chicoteando-se, depois, com seus rosários. Mas eles se sentem realmente donos da verdade, censores da humanidade e poderosos o suficiente para castrar a nossa libido.

A Igreja, de fato, conserva a inigualável característica de pensar e agir como se estivéssemos na Idade Média. E, nas últimas décadas, certamente não houve pontificado mais retrógrado do que o de João Paulo II.

Sinceramente, devo dizer que o texto soaria um pouco melhor aos meus ouvidos se eu tivesse encontrado, em algum lugar, a mesma veemência e a mesma retórica em qualquer outro documento da Igreja Católica que reconhecesse o comprovado abuso de crianças indefesas por padres e bispos como um crime inafiançável, que deve ser exemplarmente punido pela sociedade. Mas, não. Quando se trata dos seus próprios interesses e dos seus próprios crimes, a Igreja silencia, contemporiza e, no máximo, publica uma dessas cartinhas edulcoradas, pedindo humildes desculpas ao mundo.

A incontestável verdade, no entanto, é que quem condenou, torturou, enlouqueceu, cegou e matou milhões de pessoas em nome da "verdadeira fé" não pode se colocar como palmatória da humanidade ou juíza da nossa libido, dos nossos desejos, do que fazemos dos nossos corpos e - neste caso específico - do direito a termos (como todos os cidadãos) nossas uniões respeitadas, toleradas e reconhecidas pela lei, pelo Estado e pela sociedade.

Ninguém pode ser meio cidadão! Ninguém, independente de sua opção sexual, pode ter apenas meia cidadania. A equação é muito simples: se homossexuais e bissexuais devem pagar impostos e seguir todas as leis promulgadas em seus países, então a contrapartida do Estado deve ser igualmente justa, garantindo-lhes direitos irrefutáveis na mesma medida.

Os grupos e ONGs que defendem a liberdade de opção sexual devem permanecer atentos. Esse documento já começa a incentivar políticos e grupos conservadores e homofóbicos no Brasil e em todo o mundo. Devemos, portanto, responder com igual pressão sobre as diferentes instituições.

Pessoalmente, no que se refere à suposta caridade defendida e apregoada no documento, eu lhes digo: escarro na "castidade"! Defeco na "compaixão" da instituição católica! Eu mijo no "respeito" da "Santa Madre Igreja" por todos nós que ousamos assumir nossas pulsões sexuais! Eu esporro na "delicadeza" desses assassinos que condenam, minuto a minuto, milhões de pessoas a viverem sob o poder do medo, da culpa e da mentira do pecado! Recuso a "compaixão" desses hipócritas! Abro meu corpo, rasgo minha carne, inflamo minha libido e exijo que a sociedade, a religião e o Estado se ajoelhem perante o que o meu corpo deseja. Um Estado não deve ter religião. E minha opção sexual não pode ser um impedimento à plena cidadania. Ha!

Konstantin Gavros é escritor.

OBS: Este blog é totalemente contra a homofobia, assim como qualquer tipo de PRÉ - conceito.



Postado por Rorix às 1:42 PM.

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THE LIBERTINES



The Libertines é uma banda britânica que segue a mesma linha do Rock de Garagem que começou com os The Strokes e The White Stripes nos Estados Unidos, com o The Hives na Suécia, e com o The Datsuns na Nova Zelândia.

The Libertines estreiou com o CD "Up the Bracket" em 2003. Um album debut confiável e consistente, a qualidade do conjunto somado aos vocais de Pete Doherty faz de "Up the Bracket" um choque imediato com guitarras agressivas e economia de bateria.

O Grupo tem credibilidade. Durante o verão de 2002 o The Libertines abriram para o Supergrass e o para o Elastica. Eles tocam rock rápido e barbarisam com o valor de quase quatro décadas de história do rock britânico, misturando sem pudor e influênciando, é ouvir para crer.




1 Vertigo (2:38)
2 Death on the Stairs (3:24)
3 Horrorshow (2:34)
4 Time for Heroes (2:40)
5 Boys in the Band (3:42)
6 Radio America (3:44)
7 Up the Bracket (2:38)
8 Tell the King (3:24)
9 Boy Looked at Johnny (2:38)
10 Begging (3:20)
11 Good Old Days (2:59)
12 I Get Along (2:52)
13 What a Waster (*) (2:57)
14 Mayday (*) (1:02)



Postado por Rorix às 9:21 AM.

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[ Segunda-feira, Julho 19, 2004 ]




O Nudista Militante

Escritor peruano fala de seu companheiro de gravação no

Atualidades Francesas, um homem fanático pelo nudismo

MARIO VARGAS LLOSA

Durante vários anos, na década de sessenta, um de meus trabalhos principais foi traduzir e ler Les Actualités Françaises, noticiário cinematográfico que a França distribuía semanalmente para a América Latina. A tradução me tomava apenas alguns minutos, mas me detinha toda tarde de quarta-feira nos estúdios de Génnévilliers, nos arredores de Paris. Havia herdado este trabalho de um locutor uruguaio a quem ocorreu a pior tragédia para um homem de sua profissão: tornar-se afônico. O fazia com gosto, pois era bem pago, e me distraía essa saída semanal da cidade, na qual com freqüência, na ida ou na volta, costumava fazer uma parada no cemitério de cães de Asniéres, lugar onde está enterrado o célebre Rintintin e que realmente é muito bonito.

A gravação consistia em fugazes entradas na cabine de locução, separadas por compridos intervalos que eu matava lendo, espiando a dublagem de outras películas ou, mais amiúde, conversando com meu amigo projecionista, Monsieur Louis. Dizer conversando é um exagero e uma mentira, pois conversar sugere intercâmbio e reciprocidade, e o nosso consistia exclusivamente em eu escutar o que ele dizia e em, de tempos em tempos, me limitar a intercalar em seu monólogo alguma observação banal, para manter a aparência, e dar a ele e a mim mesmo a impressão de que, de fato, conversávamos. Monsieur Louis era um desses homens que não admitem interlocutores: somente ouvintes.

Devia estar beirando os sessenta e era baixo, magro, com uns cabelos brancos que rareavam, uma tez rosada e uns olhinhos azuis muito tranqüilos. Tinha uma voz que nunca se elevava nem endurecia, suave, monótona, persistente, ininterrupta. Vestia sempre um avental branco, imaculado como toda a sua pessoa, e seu rosto ostentava em qualquer ocasião um assomo de sorriso que nunca chegava a materializar-se. Poderia-se tomá-lo por um enfermeiro ou um laboratorista pois seu traje, seu semblante e suas maneiras de algum modo faziam pensar em hospitais, doentes e provetas cheias de química. Mas era projecionista e estava ligado ao cinema desde muito jovem. Alguma vez ouvi que, nos anos trinta, trabalhara como cameraman na filmagem clandestina de curtas pornográficos cujos galãs eram, de preferência, cavalheiros tuberculosos, já que estes, dizia ele, tinham ereções prolongadíssimas que, dada a lentidão da rodagem, facilitavam muito as coisas. Mas Monsieur Louis havia deixado esse trabalho por temor à polícia. Na realidade não gostava de falar sobre isso nem de nada que não fosse o tema de sua vida: o nudismo.





Porque Monsieur Louis era nudista. Passava integralmente seu mês de férias na Île du Levant, uma pequena ilha mediterrânea onde funcionava a única colônia de nudistas autorizada na França nesse tempo. Passava os onze meses restantes economizando, trabalhando e contando as horas que faltavam para, com o sol de agosto, voltar a viver por trinta dias ao ar livre, fotografando mariposas e casulos, acendendo fogueiras, queimando-se sobre as rochas ou molhando-se no mar, nu como uma foca. Andar nu, rodeado de pessoas nuas, lhe produzia uma ilimitada felicidade e, aparentemente, lhe resolvia todos os problemas. O nudismo era para ele uma dedicação permanente. Dez minutos após conhecê-lo, descobria-se que não só era seu único tema de conversação como também de reflexão e de ação. Porque assim como outros dedicam seus dias e suas noites a catequizar os demais e ganhá-los para a verdadeira religião ou para a verdadeira revolução, Monsieur Louis havia consagrado os seus a esse inconcebível apostolado: ganhar adeptos para o nudismo.

Nossa boa relação provinha de que ele me considerava um catecúmeno. E eu encorajava essa crença, escutando com verdadeiro interesse, entre as gravações de Les Actualités Françaises, os discursos com que ia-me iluminando sobre os fundamentos, segredos, lições e virtudes da filosofia nudista. Explicou-me tudo cem vezes, com argumentos e exemplos que se repetiam, obsessivos, em sua vozinha pausada, confiada, e incansável na propagação da fé. Falou-me da Grécia e da beleza dos corpos que se movem e despregam em liberdade, sem coberturas escravizantes; da comunhão do homem com a natureza, a única que pode devolver-nos a saúde física e a paz espiritual que perdemos por renegar covardemente a nossa primeira nudez; da necessidade de vencer os preconceitos, a hipocrisia, a mentira (em outras palavras: o vestuário) e de restabelecer a sinceridade e a frescura que existem nas relações entre, por exemplo, as aves e os pequenos cervos e que no paraíso terreno existiram também entre os humanos (e a que se devia isso?). Incontáveis vezes assegurou-me que, na Île du Levant, ao despojar-se das roupas, os homens e as mulheres tiravam também os maus pensamentos, os complexos de inferioridade, os vícios. Ouvindo-o, chegava-se quase a convencer-se de que o nudismo era aquela panacéia universal, cura de todos os males, que os alquimistas medievais buscaram com tanto desespero.

As lições não eram somente orais. Monsieur Louis me levava folhetos proselitistas e fotografias coloridas da ilha da liberdade. Aí estavam os nudistas, de corpo inteiro, a aí estava ele, rosáceo, helênico, bebendo o néctar das flores ou picando alegremente uns tomates, enquanto uma jovenzinha de lindos seios e púbis encaracolado refrescava umas alfaces. Durante um bom tempo chegaram em minha casa formulários, boletins de subscrição, convites de clubes nudistas, que nunca preenchi nem respondi.

Porque, apesar de seus esforços, Monsieur Louis não me ganhou para o nudismo. Mas, em compensação, me ajudou a identificar uma variedade humana que, sob diferentes roupas e afazeres, encontra-se pavorosamente estendida pelo mundo. O que recordo dele, sobretudo, é seu olhar: tranqüilo, fixo, irredutível, cego para tudo o que não fosse ele mesmo. É um olhar que, em parte graças a ele, reconheço com facilidade e que vi reaparecer, multiplicada, uma e outra vez em religiosos e revolucionários, em intelectuais e em moralistas, sobretudo em ideólogos de toda espécie. É o olhar do que pensa ser dono da verdade, do que não se distrai, do que nunca duvida, do humano mais prejudicial: o fanático.

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Vargas Llosa, escritor peruano, um dos notáveis intelectuais latino-americanos, autor de Pantaleão e as Visitadoras, entre dezenas de outros.

FONTE: NOSSA AMÉRICA

Postado por Rorix às 5:17 PM.

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Microsoft se diz proprietária do clique duplo


6.727.830. Este é o número do registro feito pela Microsoft no US Patent and Trade Marks Office (escritório de marcas e patentes dos EUA), com o qual formaliza sua propriedade sobre o conceito de clique duplo. Na verdade, agora todos que utilizarem qualquer "botão de hardware para lançamento de aplicativos baseado em tempo", o que inclui não só dois cliques, mas acionamentos múltiplos, deverá pagar royalties à gigante do software. Mas calma. O site Outlaw tranqüiliza a comunidade de usuários de mouses comuns, já que só os que fazem uso de PDA's, smart phones e computadores de mão é que sofrerão "terríveis conseqüências" se clicarem mais de uma vez em menos de um segundo ou ficarem acinando botões por mais tempo sem pedir licença ao Tio Bill. Esse registro (pode ser acessada na íntegra no site da US Patente and Trade Marks Office) já é alvo de críticas ferozes. Ian Brown, representante da Foundation for Information Policy Research (Fundação para Políticas de Pesquisa de Informações) disse à New Scientist que "essa ação da Microsoft vai além da paródia. É algo ridículo". "Este é um sintoma de que o sistema de patentes não se adaptou bem para ser aplicado aos softwares", disse Jonas Maebe, da Foundation for a Free Information Infrastructure (Fundação para uma Livre Infraestrutura de Informação) e cientista computacional da University of Ghent, da Bélgica. Realmente, é difícil levar a sério o trabalho do escritório de patentes norte-americano. Eles registraram a patente até de sanduíche de pasta de amendoim.

(Emerson Rezende)

obs: Não surtei, estou citando números e fontes . . . isso é real , não faz parte da criatividade e imaginario deste que faz o blog.
Se tem alguem que surtou . . . esse não foi eu.

Postado por Rorix às 4:37 PM.

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[ Domingo, Julho 18, 2004 ]





Postado por Rorix às 11:45 PM.

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Sempre no mesmo horario sou envolvido em uma misteriosa força

Ótimo

Ouço a música certa, sento da forma mais confortavel e relembro pessoas fundamentais

Busco e repenso como teria sido se tivesse aberto aquele dialogo vespertino

Só um beijo ... isso ainda dói

Quebro a dadiva da mesma hora de todos os dias.



Postado por Rorix às 11:32 PM.

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[ Sábado, Julho 17, 2004 ]



Postado por Rorix às 1:50 AM.

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Suave...

O primeiro impacto com a suposta perfeição foi de contentamento

Perfeito como os encontros do sol e mar

Lindo... leve sonho

A pureza sentimental expressa é insuportavel para um só coração

A chuva conversa e Morrissey desconversa

Quaquer quimica é pouca adrenalina

Simplesmente perfeito se for real

Perfeita suavidade confusa


Postado por Rorix às 1:38 AM.

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Cinema alemão finalmente cria coragem e fala sobre Adolf Hitler

"O Naufrágio", que aborda os últimos dias do ditador, estréia em setembro na Alemanha

Berlim, primavera de 1945. Adolf Hitler vive seus últimos dias fechado em um bunker construído sob a chancelaria, no coração da capital alemã. O líder delirante que havia atemorizado a Europa já é apenas um homem que perdeu o controle da guerra e de si mesmo. São exatamente os últimos 18 dias do regime nazista que aborda "Der Untergang" (O Naufrágio), filme dirigido por Oliver Hirschbiegel, protagonizado por Bruno Ganz e que estreará em setembro na Alemanha.

Enquanto Hitler está embaixo da terra, na superfície o exército soviético avança inexorável do leste. Suas bombas caem sobre a capital, destruindo-a. Escondido em seu refúgio, Hitler passa tardes inteiras brincando com seu cão pastor, comendo obsessivamente tortas de chocolate, incapaz - segundo sua secretária pessoal, Traudl Junge - de ditar o texto de uma carta.

Nas reuniões com seus oficiais, mostra-se titubeante, os dedos de suas mãos tremem. "O Naufrágio" é uma reflexão sobre o passado mais inquietante do povo alemão, baseado no livro homônimo de sucesso do escritor e jornalista Joachim Fest (Berlim, 1926).

Bernd Eichinger, conhecido produtor de filmes como "O Nome da Rosa" e "Christiane F.", estava há 20 anos imaginando um longa-metragem que tratasse desse período histórico. A obra de Fest, publicada na Espanha pela Galaxia Gutenberg/Círculo de Lectores, indicou ao produtor em 2002 o ponto de vista equilibrado sobre um assunto tão delicado para a sociedade alemã.

Eichinger adaptou o texto para a tela em quatro semanas, e Fest foi a primeira pessoa a ler o roteiro. "Se ele tivesse dito que não gostou, eu teria deixado o roteiro numa prateleira", disse Eichinger. Mas este aprovou a adaptação e um ano depois o filme estava sendo rodado entre Leningrado e Munique. A história começa em 20 de abril de 1945, dia em que o ditador completa 56 anos. Segundo os testemunhos recolhidos por Fest, Hitler já é um homem desesperado, obcecado por seus medos. Eichinger descreve "O Naufrágio" como "uma canoa lançada em um rio torrencial em direção às cascatas. A velocidade aumenta e você sabe que é impossível parar".

Hitler sabe que com os tanques soviéticos o fim se aproxima. Na angustiada espera pela derrota definitiva, o Führer declara: "Podemos naufragar. Mas levaremos conosco um mundo". O filme é o reflexo daquele delírio final. "A autenticidade foi a prioridade", afirma o produtor. O diretor Oliver Hirschbiegel, autor de "A Experiência", pôde contar com Bruno Ganz, o inesquecível anjo de "Asas do Desejo", para o papel de Hitler.

Antes, nenhum grande ator de língua alemã tinha oferecido seu rosto para uma interpretação tão delicada. O nazismo foi para a Alemanha do pós-guerra um tema tabu, uma experiência monstruosa em cujos olhos ninguém queria fixar o olhar. "O Naufrágio" representa, talvez, o fechamento definitivo da ferida aberta pelo horror nazista.

A sensação parece confirmada por outra produção alemã, "Speer und er", um filme para televisão sobre o urbanista Albert Speer, uma das figuras mais polêmicas do Terceiro Reich. O filme, dirigido por Heinrich Breloer, ilustrará a vida do arquiteto e ministro do regime pelo qual Hitler, segundo Fest, teve uma platônica atração sexual.

Na sociedade alemã, o debate sobre a oportunidade de colocar Adolf Hitler como tema central de um filme está aberto, vivo. Talvez os alemães estejam se libertando do que costumavam definir como "o passado que não passa".



Postado por Rorix às 1:37 AM.

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Seminário na Áustria é palco de orgias à la "Sodoma e Gomorra"

Computadores de padres continham arquivos repletos de fotos eróticas e pedófilas


Para o bispo de tutela, uma figura emblemática de um catolicismo ultraconservador, esses acontecimentos não passam de "besteiras de rapazes". Mas, para os meios de comunicação, o seminário de Sankt-Pölten, a oeste de Viena, abrigava por trás de sua fachada do século 18 práticas dignas de "Sodoma e Gomorra": a Igreja católica austríaca está transtornada desde que a polícia descobriu mais de 10 mil fotos pornográficas - das quais algumas se caracterizam por serem pedófilas - nos arquivos dos computadores portáteis de vários padres deste estabelecimento.

Na última segunda-feira (12/07), a revista vienense "Profil" colocou mais lenha na fogueira deste escândalo ao publicar fotos nas quais o diretor do seminário é visto apalpando a braguilha de um de seus estudantes, enquanto numa outra, o seu adjunto é flagrado beijando a boca de maneira fogosa um outro seminarista. Ambos foram obrigados a se demitir.

Na opinião do bispo de Sankt-Pölten, dom Kurt Krenn, estas fotos não constituem uma prova enquanto a importância do episódio foi "amplamente exagerada" pela mídia: "Aquilo era uma festa de Natal. No final, eles se deram o beijo de Natal. Isso nada tem a ver com o homossexualismo", afirmou o bispo na terça-feira (13), em entrevista à televisão austríaca; ele ainda achou por bem de precisar que o direito canônico não proíbe o "beijo com a língua".

A desenvoltura exibida por dom Krenn vem suscitando uma onda de indignação que já arrebentou até mesmo no topo da hierarquia da Igreja. "Roma está acompanhando de muito perto os incidentes que ocorreram no seminário de Sankt-Pölten", declarou dom Erich Leitenberger, o porta-voz do arcebispo de Viena numa entrevista ao diário bávaro "Münchner Merkur". O bispo de Steyr, dom Egon Kapellari, que é o vice-presidente da conferência episcopal austríaca, ordenou que seja formada uma comissão de inquérito interna.

Segundo a revista "Profil", que cita fontes policiais e eclesiásticas, os religiosos levavam uma vida alegre no seminário, promovendo festas noturnas generosamente regadas, às quais a presença do reitor do seminário e de seu adjunto conferia um sentimento de impunidade.

Um computador, que foi embargado pela polícia já faz seis meses, estava a tal ponto "infestado por páginas pornográficas que muitos membros da comunidade preferiam consultar os seus e-mails num outro equipamento". Além disso, o diretor que se demitiu teria celebrado uma espécie de "sacramento do casamento" a dois seminaristas homossexuais, o que ele nega categoricamente.

Em 29 de junho, em todo caso, cinco novos padres apenas foram ordenados nesta diocese; um sexto candidato, suspeito de estar de posse de documentos pornográficos pedófilos, foi deixado de escanteio.

Estas revelações voltam a mergulhar a Igreja da Áustria nos tormentos que ela conheceu em 1995, quando o antigo arcebispo de Viena, dom Hermann Groer, hoje falecido, foi acusado de cometer abusos sexuais por antigos alunos, e obrigado a se retirar num claustro.

Tudo indica que o Vaticano não terá a mesma paciência que ele tivera nove anos atrás com o cardeal Groer: a Igreja católica tem sido manchada desde então por uma quantidade excessiva de escândalos sexuais. Além disso, o cardeal Schönborn, que tem sido citado com freqüência como sendo um possível sucessor do papa João Paulo 2º, correria o risco de comprometer a sua autoridade moral caso não houver uma resposta à altura.

FONTE: EL PAIS

( ótimo ... menos padres... mais humanos )


Postado por Rorix às 1:18 AM.

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[ Quinta-feira, Julho 15, 2004 ]

Correr

Passar andando nada ver

Fugir

Morrer sorrindo e nada ter

O dilema mesmo é correr fungindo e nada ser

Que alguem te pegue e te tenha ...

Que alguem conclua e tu sejas

Que tu te mostres

Que eu te tenhas

Postado por Rorix às 11:35 AM.

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[ Quarta-feira, Julho 14, 2004 ]

DICA:



SWIMMING POOL - À BEIRA DA PISCINA


Uma casa de campo isolada no interior da França. Uma escritora inglesa mal-humorada e uma jovem francesa se vêem na contingência quase que obrigatória de dividir o mesmo espaço. A bela Julie (Ludville Sagnier, a Fada Sininho do novo Peter Pan) e a fera Sarah (a ótima Charlotte Rampling, de O Porteiro da Noite), entram em cena para protagonizar aquilo que, a princípio, parece um típico filme de Eric Rohmer: choque de gerações, conflitos pessoais, muita psicologia. Porém, Swimming Pool - À Beira da Piscina não é um filme de Rohmer, mas sim de seu compatriota François Ozon, o mesmo de 8 Mulheres, Gotas D'Água em Pedras Escaldantes e Sitcom. Ou seja, o espectador pode esperar da trama boas doses de cinismo e humor negro.

Swimming Pool - À Beira da Piscina começa num ritmo tipicamente francês: a sóbria e enigmática apresentação dos personagens, a quietude da narrativa, os longos planos, os tempos vazios. Aos poucos, a direção assume um estilo de romance policial britânico, com intrigas, dúvidas e personagens misteriosos. Não por acaso, já que a personagem Sarah é exatamente uma escritora deste tipo de livro. Inteligente e enigmático, o roteiro de Swimming Pool traz várias surpresas das mais agradáveis para quem está cansado do estilo convencional de se rodar um filme e, por isso mesmo, é melhor não comentar mais nada sobre ele. Veja e se deixe surpreender.

O filme rendeu a Charlotte Rampling o European Film Awards (o Oscar da Europa) de Melhor Atriz do ano.




Postado por Rorix às 4:29 PM.

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[ Terça-feira, Julho 13, 2004 ]




Frida Kahlo está mais viva na memória 50 anos após sua morte


Por Anahí Rama

A pintora mexicana Frida Kahlo, cujo aniversário de morte completa 50 anos nesta terça-feira, está mais viva do que nunca, tendo se transformado em mito e na artista mais cotada da América Latina. Na realidade, porém, a chamada "Fridomania" começou há apenas 25 anos.

Hoje, depois que Kahlo já foi tema de livros e filmes, tornando-se um ícone tão popular quanto Che Guevara, é difícil imaginar que, por 25 anos após sua morte na Cidade do México, seu nome tenha caído no esquecimento. Tanto é assim que se supunha que ela tivesse pintado apenas três ou quatro quadros, dos 200 que se conhecem hoje.

Martha Zamora, sua biógrafa, disse em entrevista à Reuters que, devido a sua militância de esquerda, a cultura oficial do México condenou Kahlo a uma espécie de "morte civil" desde 13 de julho de 1954, quando, em seu enterro, seu caixão foi coberto com a bandeira do Partido Comunista, enquanto os presentes cantavam a Internacional.

"Frida ressurgiu a partir dos anos 1970, com o movimento feminista, que quis fazer dela sua representante nas artes. Uma jornalista de Los Angeles veio entrevistá-la e descobriu que ela morrera 25 anos antes", contou Zamora.

Nos últimos meses vêm se multiplicando, dentro e fora do México, as homenagens à artista de sobrancelhas espessas e roupas folclóricas, cuja vida foi marcada por sofrimentos físicos, pelo casamento com o célebre muralista Diego Rivera e por sua militância comunista.

As homenagens, que vão aumentar nos próximos dias, incluem exposições de suas obras -- entre as quais se destacam seus dramáticos auto-retratos --, as típicas oferendas a mortos mexicanos e, pela primeira vez, uma biografia escrita por sua família paterna.

Entretanto, mesmo sem as homenagens pelo 50o aniversário de sua morte -- que ocorreu em 1954, por pneumonia, quando Kahlo tinha apenas 47 anos --, a Casa Azul, onde a artista nasceu e morreu e que virou museu, é ponto de atração tanto para os habitantes da Cidade do México como para os turistas estrangeiros.

Kahlo, que teria amado homens e mulheres, mesmo estando casada com Rivera -- que também lhe foi infiel --, carregava desde criança as sequelas de uma poliomielite que a fazia mancar. Mais tarde ela ainda sofreu um acidente de ônibus que a deixou imobilizada por muito tempo. Foi justamente nessa fase que começou sua paixão pela pintura.

NASCIMENTO DE UM MITO

A partir da iniciativa das feministas, em 1979, foi inaugurada a primeira retrospectiva da obra de Frida Kahlo no Museu de Arte Moderna da capital mexicana, segundo Zamora.

A partir daí, sua fama foi crescendo e Kahlo se transformou na pintora mais bem cotada da história.

Cinquenta anos mais tarde, Isolda Kahlo, sobrinha de Frida e que passou a infância e adolescência com ela, vai lançar esta semana o livro "Frida Íntima", que pretende ser a versão familiar da vida da artista que, junto com Rivera, deu abrigo a Leon Trotsky quando este era perseguido e que, supostamente, teve um caso extraconjugal com ele.

Outra das grandes tragédias de Kahlo, que ela também imortalizou numa tela, foi o fato de ter abortado e não ter tido filhos, apesar de ter estado casada durante 25 anos com Rivera, considerado o artista mais importante da história do México.

O mérito de Frida Kahlo, segundo Zamora, foi também o de ter se dedicado à pintura autobiográfica e de tê-lo feito na tela, numa época em que o que estava na moda era o muralismo.

"E ela abriu caminho sozinha, apesar de ser casada com o pintor mais famoso de sua época. Ela poderia ter secado à sombra de uma árvore dessa natureza", disse a biógrafa.



Postado por Rorix às 12:13 PM.

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''Criação da Mulher''


Quando Deus fez a Mulher, ele estava no sexto dia de trabalhar até depois do expediente. Um anjo apareceu e disse, "por que você está gastando tanto tempo fazendo isso?"

E o Senhor respondeu: "Você viu a planilha de especificações técnicas dela? Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico, tem mais de 200 partes móveis, todas intercambiáveis, funcionar com água com gás resto do almoço, ter um colo que pode acolher quatro crianças de uma vez,ter um beijo que pode curar qualquer coisa desde um joelho arranhado até um coração partido e ter dois pares de mãos."


O anjo ficou impressionado com as exigências. 'Dois pares de mãos! Não tem jeito! E isso é só o modelo básico?


Isso é demais para um dia só de trabalho. Deixe para terminar amanhã."Mas eu não posso", protestou o Senhor. "Estou tão perto de terminar esta criação que está tão perto do meu coração. Ela até cura a si mesma quando está doente.


O anjo se aproximou e tocou a Mulher. "Mas o você a fez tão frágil, Senhor."

"Ela é frágil," o Senhor concordou, "mas eu também a fiz resistente. Você não tem idéia do que ela é capaz de suportar ou conquistar"


"Ela será capaz de pensar?" Perguntou o anjo.


O Senhor respondeu, "Não só será capaz de pensar, como de argumentar e negociar, melhor do que todas as outras criações."


O anjo viu alguma coisa, e, estendendo a mão, tocou a face da Mulher.

"Oh, parece que tem um vazamento nesse modelo. Eu disse que você estava tentando colocar coisa demais nela."


"Isso não é um vazamento," corrigiu o Senhor, " isso é uma lágrima!"

"E para que serve?" perguntou o anjo.


O Senhor disse, "A lágrima é sua maneira de expressar sua alegria, tristeza, dor, desapontamento, amor, solidão, luto e orgulho." o anjo estava impressionado. "Você é um gênio, Senhor! Pensou em tudo! Mulher é realmente impressionante!"


Sim! Mulheres têm forças que impressionam os homens. Elas suportam dificuldades e carregam fardos, mas mantêm a alegria, amor e o contentamento.

Elas sorriem quando querem gritar. Cantam quando querem chorar. Choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas. Lutam por aquilo que acreditam.


Erguem-se contra a injustiça. Não aceitam "não" como resposta quando acreditam que há uma solução melhor. Passam sem para que sua família possa ter. Acompanham um/a amigo/a assustado/a ao médico. Amam incondicionalmente. Choram quando seu filhos se destacam e rejubilam -se quando seus amigos são premiados.


Ficam felizes quando ouvem sobre um nascimento ou um casamento. Seus corações se partem quando um amigo morre. Elas se enlutam pela perda de um membro da família, no entanto são fortes quando se pensa que não há mais força.


Sabem que um abraço e um beijo pode ajudar a curar um coração partido.


Mulheres vem à todos os tamanhos, cores e formas. Elas vão dirigir carros, pilotar aviões, andar, correr, mostrar o quanto elas se importam com as pessoas, e o quanto são importantes. O coração de uma mulher é o que faz o mundo continuar girando! Elas trazem alegria e esperança. Têm compaixão e ideais. Dão apoio moral a seus amigos e familiares. Têm coisas vitais a dizer e tudo a dar.


as mulheres são admiráveis, porque, se há um defeito em algumas mulheres, é que tendem a esquecer de si mesmas.






Postado por Rorix às 10:30 AM.

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[ Sexta-feira, Julho 09, 2004 ]

Meu voto nulo representa minha insatisfação com os que estão se candidatando, minha descrença nas suas propostas, meu desgosto sem fim com o sistema que vivemos. Meu voto é muito mais precioso nulo do que aquele que
joga fora o seu votando no "menos pior", achando que assim está "contribuindo", "ajudando".

O meu voto nulo é consciente. Não é uma omissão, mas um protesto.

O voto nulo é o começo, é a expressão silenciosa de quem ainda se apõe a toda arbitrariedade, ofensa a dignidade e moral .

E quem acredita em contos da carochinha ... faça seu papel de " suposto cidadão " .


PS: ESTA OPNIÃO REFLETE OS RESULTADOS HISTÓRICOS SOBRE O SUFRÁGIO.

Postado por Rorix às 10:30 AM.

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POR QUE OS ANARQUISTAS NÃO VOTAM

Elisee Reclus


TUDO o que pode ser dito a respeito do sufrágio pode ser resumido em uma frase:

Votar significa abrir mão do próprio poder.

Eleger um senhor, ou muitos senhores, seja por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a própria liberdade.

Chamado monarca absoluto, rei constitucional ou simplesmente primeiro ministro, o candidato que levamos ao trono, ao gabinete ou ao parlamento sempre será o nosso senhor. São pessoas que colocamos "acima" de todas as leis, já que são elas que as fazem, cabendo-lhes, nesta condição, a tarefa de verificar se estão sendo obedecidas.

Votar é uma idiotice.

É tão tolo quanto acreditar que os homens comuns como nós, sejam capazes, de uma hora para outra, num piscar de olhos, de adquirir todo o conhecimento e a compreensão a respeito de tudo. E é exatamente isso que acontece. As pessoas que elegemos são obrigadas a legislar a respeito de tudo o que se passa na face da terra: como uma caixa de fósforos deve ou não ser feita, ou mesmo se o país deve ou não guerrear; como melhorar a agricultura, ou qual deve ser a melhor maneira para matar alguns árabes ou negros. É muito provável que se acredite que a inteligência destas pessoas cresça na mesma proporção em que aumenta a variedade dos assuntos com os quais elas são obrigadas a tratar.

Porém, a história e a experiência mostram-nos o contrário.

O poder exerce uma influência enlouquecedora sobre quem o detém e os parlamentos só disseminam a infelicidade.

Nas assembléias acaba sempre prevalecendo a vontade daqueles que estão, moral e intelectualmente, abaixo da média.

Votar significa formar traidores, fomentar o pior tipo de deslealdade.

Certamente os eleitores acreditam na honestidade dos candidatos e isto perdura enquanto durar o fervor e a paixão pela disputa.

Todo dia tem seu amanhã. Da mesma forma que as condições se modificam, o homem também se modifica. Hoje seu candidato se curva à sua presença; amanhã ele o esnoba. Aquele que vivia pedindo votos, transforma-se em seu senhor.

Como pode um trabalhador, que você colocou na classe dirigente, ser o mesmo que era antes já que agora ele fala de igual para igual com os opressores? Repare na subserviência tão evidente em cada um deles depois que visitam um importante industrial, ou mesmo o Rei em sua ante-sala na corte!

A atmosfera do governo não é de harmonia, mas de corrupção. Se um de nós for enviado para um lugar tão sujo, não será surpreendente regressarmos em condições deploráveis.

Por isso, não abandone sua liberdade.

Não vote!

Em vez de incumbir os outros pela defesa de seus próprios interesses, decida-se. Em vez de tentar escolher mentores que guiem suas ações futuras, seja seu próprio condutor. E faça isso agora! Homens convictos não esperam muito por uma oportunidade.

Colocar nos ombros dos outros a responsabilidade pelas suas ações é covardia.

Não vote!
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VOTO OBRIGATÓRIO E A DITADURA DA MAIORIA

por Edson Passetti

Getúlio Vargas o déspota que se disse pai dos pobres, se transvestiu de democrata e se matou pretendendo ser herói, permanece o principal fantasma a habitar a política brasileira. Mas com o fim da ditadura militar ele ganhou uma nova companhia, a do voto obrigatório.

De disfarce à tirania o voto obrigatório passou a ser sinônimo de garantias democráticas e por isso defendido pela maioria dos parlamentares. Mas o voto obrigatório é mais do que parte do ritual eleitoral. Ele é uma forma de aprisionar a liberdade do sujeito dirigido cada vez mais pelo espetáculo midiático que a televisão proporciona diariamente em nossas casas através de uma lei que obriga a transmissão de programas eleitorais. É outra medida obrigatória do nosso regime democrático em nome da educação política mas que funciona apenas para as TVs abertas poupando os assinantes de TV a cabo. Ela é destinada ao cidadão mediano, com escassos recursos materiais e prisioneiro preferencial das telerrealidades criadas diariamente para entretê-lo.

A democracia, não só no Brasil, transformou-se em ritual eleitoral eletrônico que funciona associando educação política a eleição. Quando muito instrui as pessoas a formarem grupos que aceitem a participação dentro do esquema das reivindicações seletivas organizadas pelos governos.

Hoje em dia elas são orientadas pelo princípio das sondagens eletrônicas que pretendem garantir a continuidade dos partidos ou das alianças políticas. As pessoas permanecem educadas para acreditar nos governos e a democracia se transformou num regime midiático, de respostas imediatas, que prioriza as pressões que possam ser transformadas em apoio político.

Com a midiatização da política, daqui para frente, seja com a continuidade do voto obrigatório ou com o regresso do voto facultativo, os governantes esperam irrisórias alterações significativas, mantendo sua eficiente educação que faz jovens e adultos acreditarem que votam livremente, mesmo quando coagidos.

Hoje em dia não se admite a sublevação contra a opinião pública. Isto seria considerado um crime!

Estamos no tempo da ditadura da opinião pública organizada pelas mídias. Um tempo em que os tiranos se apresentam como democratas juramentados como sempre em nome do povo, dos miseráveis, dos pobres, dos carentes, oprimidos ou excluídos. Não há mais o perigo da ditadura da opinião pública, da ditadura da maioria; hoje ela é governo. E você aí, por quê vai votar?


Postado por Rorix às 9:16 AM.

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[ Quarta-feira, Julho 07, 2004 ]



Postado por Rorix às 11:46 AM.

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[ Quinta-feira, Julho 01, 2004 ]

População indígena no Amazonas pode ser dizimada pela hepatite

Segundo estimativa do Conselho Indígena do Vale do Javari, a população da segunda maior reserva indígena brasileira pode desaparecer em 20 anos se a omissão da Funasa persistir na região. Nesta quarta, índios ocuparam a sede do órgão.

Fernanda Sucupira


São Paulo ¿ A saúde da população da segunda maior reserva indígena brasileira corre perigo. A epidemia de hepatite B e D ameaça os 3.500 índios do Vale do Javari, localizado no sudoeste do Amazonas. Se a situação persistir, a população que habita a região será dizimada em vinte anos, segundo estimativa do Conselho Indígena do Vale do Javari (Civaja). Por causa dessa situação, nesta quarta-feira (30), índios da região ocuparam a sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão do Ministério da Saúde responsável pela saúde indígena desde 1999, em Atalaia do Norte (AM). Eles reivindicam a presença do presidente da Funasa e da Coordenadora de Atenção à Saúde Indígena.

Segundo o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), a manifestação é conseqüência do pouco caso e da inoperância com que vem sendo tratada a questão da saúde indígena no Vale do Javari. Os índios se revoltaram depois da ocorrência de mais duas mortes nesta semana, um homem de etnia Mayoruna e uma mulher da etnia Marubo. Pacífico, o movimento tem o objetivo de discutir a situação com os dirigentes máximos da Funasa e propor medidas eficazes para pôr fim ao surto de hepatites.

Há pelo menos treze anos os casos de hepatite na região vêm causando várias mortes de crianças e adultos indígenas, mas o quadro se agravou ainda mais desde 2001. Nos últimos três anos, foram registrados 24 óbitos por Síndrome Febril Íctero Hemorrágica Aguda (SFIHA), atribuídos à hepatite B e D. Só em 2003 ocorreram 17 mortes. É o que diz o dossiê ¿A Grave Situação das Hepatites B e D no Javari¿, elaborado pelo CTI, e encaminhado no início de junho ao Ministério da Saúde, à Fundação Nacional do Índio (Funai), ao Ministério Público Federal e à Secretaria Especial de Direitos Humanos. Até agora o CTI não recebeu nenhuma resposta ao documento, que contém histórico da doença na região, um alerta sobre o atual surto e possíveis ações para resolver o problema.

A Funasa é acusada de negligência no dossiê. ¿Quantos índios mais terão que morrer para as autoridades se interessarem pelo caso?¿, questiona o ecólogo Hilton Nascimento, autor do documento. ¿Até agora nada foi feito e a Funasa não tem controle do que está acontecendo. Já faz mais de três anos que começou essa epidemia recente e as ações ainda não saíram do papel¿, denuncia.

O novo surto de mortes por SFIHA se iniciou em junho de 2001, com a morte de três mulheres em menos de um mês, numa população de 120 pessoas, na aldeia dos Marubo. Por insuficiência de dados, não foi possível determinar a exata causa dos óbitos, mas uma equipe da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas fez a sorologia de 64 habitantes da aldeia e detectou alta prevalência de hepatite B.

A equipe recomendou que fosse realizada vacinação maciça da população do Vale do Javari e acompanhamento dos pacientes sabidamente infectados, pois havia grande chance de desenvolverem hepatite crônica. De acordo com o dossiê, desde 2001 as campanhas de vacinação têm sido irregulares, com falta de padronização e grandes intervalos entre as doses. Em 2003, a Funasa elaborou o ¿Plano de Ação Para a Vigilância e Controle das Hepatites Virais no Vale do Javari¿. Os prazos estipulados para algumas medidas já venceram e pouca coisa foi feita.

Crise generalizada
O problema, segundo o Civaja, não se restringe a essa epidemia, mas abrange todo o atendimento de saúde. A região conta com apenas um posto de saúde e dois funcionários para cuidar da população local. Em nota pública, o Civaja afirma que relatório da FUNAI do ano de 1982 revela a existência de hepatite na área indígena desde aquela época, mas até hoje as autoridades competentes não tomaram as providencias necessárias. ¿Estamos preocupados, já perdemos vários parentes nossos. Os órgãos competentes conhecem a situação, mas apenas falam. Exigimos que a Funasa assuma a saúde da população local¿, afirma Jorge Oliveira Duarte, indígena da etnia Marubo, coordenador geral do Civaja.

A Funasa concorda que está longe de fazer todo o necessário para reverter o quadro atual, mas afirma que tem agido na região. ¿Na semana passada, realizamos uma vacinação de hepatite A e, no ano passado, uma de hepatite B, com toda a população. Temos feito acompanhamento dos casos crônicos, sorologia com as gestantes e imunização dos recém-nascidos. As ações realmente ainda não estão acontecendo de forma ideal, por isso estamos formando uma equipe de profissionais para entrar na área o mais rápido possível, de preferência no mês que vem. Queremos também colocar um hospital na região que possa fazer a sorologia¿, diz Iraneide Barros, Coordenadora Geral de Atenção à Saúde Indígena da Funasa.

Segundo ela, é muito importante ter uma equipe que permaneça lá e acompanhe os casos de hepatite B. No entanto, um dos maiores problemas que a Funasa enfrenta na região diz respeito à contratação dos profissionais de saúde. De acordo com Iraneide, alguns dos fatores que afastam esses profissionais do Vale do Javari são os baixos salários e o difícil acesso à população. No momento, há apenas uma médica para toda a região.

¿Não adianta dizer que a área é de difícil acesso, que estão tentando, que estão se estruturando. Onde estão os resultados depois de tanto tempo?¿, pergunta o autor do dossiê. A burocracia da Funasa é uma constante reclamação da população local. Sorologias que demoram até um ano para ficarem prontas, quatro barcos parados por pequenos defeitos e a demora de concretizar as medidas prometidas são alguns exemplos. ¿A questão da burocracia emperra um pouco as ações. A demora nas licitações atrasou o resultados das sorologias e a compra de novos barcos¿, justifica Iraneide.

Dor, medo e tristeza
A hepatite D, muito comum na região amazônica, costuma ser incurável e é muitas vezes fulminante. Ela se desenvolve a partir da hepatite B, variação da doença com que o paciente pode conviver bem por muito tempo. Ambas são transmitidas por meio de relações sexuais, transfusão sangüínea e podem ser passadas da mãe para o filho no momento do parto. Síndrome Febril Íctero Hemorrágica Aguda (SFIHA) é o nome genérico dado a casos que apresentam sintomas como febre, icterícia (coloração amarela da pele) e vômito de sangue, quando não é possível identificar qual é a doença específica.

¿Dos 17 óbitos no ano passado, apenas quatro foram confirmados como de hepatite B, por meio de sorologia ou biópsia. Os outros treze também podem ser malária, febre amarela ou leptospirose¿, diz Iraneide. No entanto, de acordo com Hilton Nascimento, dizer que não se pode afirmar que as mortes foram causadas por hepatite é uma fuga. ¿Realmente só se pode confirmar com a biópsia, mas diante do histórico da região, em casos com esses sintomas, não há dúvidas. Pode-se concluir que é hepatite mesmo¿, diz.

Segundo o dossiê, além da situação dramática representada pelo elevado número de mortes, as conseqüências para a geopolítica da região são enormes. As famílias estão se separando e se deslocando para outras áreas, algumas aldeias estão sobrecarregadas, criando situações de insegurança alimentar, comunidades estão sendo abandonadas e o êxodo para a cidade aumentou. Além disso, a tensão interna entre os povos indígenas do Vale do Javari aumentou devido a acusações de feitiçaria como causa dos óbitos.

¿As cinco etnias [Marubo, Mayoruna, Kulina, Kanamari e Matis] têm uma relação muito próxima, por isso há um grande risco de extinção. Com essa situação e o descaso do governo para resolvê-la, começamos a pensar em formas de prevenção independentes da vacina. Talvez tenhamos que nos isolar novamente. Os pajés sempre disseram que não dá para morar na beira dos rios porque os homens brancos trazem essas doenças incuráveis¿, afirma o coordenador do Civaja, Jorge Marubo. Não há dados sobre o grau de contaminação da população, mas o Civaja estima que entre 40 e 70% da população tenha algum tipo de hepatite.

¿As mortes promovem dor, medo e tristeza que abalam a vida emocional dos indígenas e geram reflexos quase imediatos na organização deles. A mais característica e mais definitiva é a separação de um grupo, seja por que este foge do feitiço ou por que o outro o repele. Hoje as dores de estômago, rim, cólicas menstruais e intestinais são traduzidas pelos indígenas como dores no fígado e isso lhes traz cotidianamente a lembrança dos últimos acontecimentos, ascende as discórdias e os coloca diariamente sob tensão¿, afirma o texto do dossiê.



Postado por Rorix às 12:31 PM.

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